Monitoramento da resistência de Digitaria insularis a herbicidas inibidores de EPSPs no Cone Sul de Rondônia

2024

O objetivo desse trabalho foi determinar a existência de Digitaria insularis resistente a herbicidas inibidores de EPSPs.

Autores: Vitor Freitas Silva 1, Hugo de Almeida Dan2, Rafael dos Santos Oliveira1, Marcos Aurélio Anequine de Macedo2, Jean Carlos da Silva Ribeiro1 e Rodrigo de Aguiar da Silva 1

Trabalho disponível nos Anais do Evento e publicado com o consentimento dos autores.

RESUMO

O objetivo desse trabalho foi determinar a existência de Digitaria insularis resistente a herbicidas inibidores de EPSPs no Cone Sul de Rondônia. O trabalho foi realizado no campus experimental do Instituto Federal de Rondônia (IFRO) campus Colorado do Oeste. De início realizou-se a coleta em cada município da região anteriormente citada onde foram coletadas sementes de cerca de 50 plantas, sadias no qual apresentavam adequada maturidade fisiológica. Para o biótipo susceptível, realizou-se coleta de sementes onde não havia histórico de utilização de herbicidas.

Foram semeadas 10 sementes de cada biótipo por vasos de 15 cm de diâmetro e capacidade de 3 litros. Aos 15 dias após emergência (DAE) realizou-se o desbaste, deixando apenas 3 plântulas por vasos. A aplicação foi realizada com pulverizador de precisão equipado com três pontas XR 100.02, espaçadas de 0,50 m, mantendo a pressão de 40 libras, pressurizado e acoplado com cilindro de CO2, aplicando-se volume de calda de 200 L/ha.

O ensaio, foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado (DIC), com esquema fatorial 2×3 correspondendo a dois biótipos (Resistente e Susceptível) e três doses de herbicida (0,0; 1440 e 2880 g ae/ha) com 4 repetições.

A aplicação foi realizada quando o capim apresentava cerca de 4 folhas verdadeiras. Para avaliação, utilizou-se a escala percentual de ALAM atribuindo-se notas de 0 a 100%, onde 0 representa ausência de controle e 100% a morte de todas as plantas. Aos 28 dias após a aplicação de 1440 g ae/ha foi constatado que os biótipos de Vilhena, Colorado do Oeste, Pimenteiras do Oeste e Cabixi apresentaram indícios de resistência, evidenciando insatisfatório nível de controle: 42, 78, 51 e 48% seguidamente. Para o biótipo susceptível e para o biótipo do município de Corumbiara constatou-se nível de controle de 100%, havendo morte total das plantas.

O biótipo de Cerejeiras apresentou nível de controle de cerca de 89% estando acima do mínimo exigido de controle de 80%. Para a dose de 2880 g ae/ha observou-se que apesar do aumento, os municípios de Vilhena, Pimenteiras do Oeste e Cabixi permaneceram apresentando nível insatisfatório de controle atingindo percentuais de 52, 52 e 50% respectivamente.

Assim, conclui-se que os biótipos avaliados de Digitaria insularis nos municípios de Vilhena, Pimenteiras do Oeste e Cabixi demonstraram-se como resistentes ao uso de glyphosate, necessitando de dosagens mínimas de 5400; 5400 e 5760 g ae/ha respectivamente para controle.

Palavras-chave: Capim-amargoso; glyphosate; tolerância.

Apoio: CNPq e IFRO.

Informações do autores:     

1Graduando em Engenharia Agronômica – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia, IFRO – Campus Colorado do Oeste;

2Professor de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico do IFRO – Campus Colorado do Oeste.

Disponível em: Anais do II Simpósio Nacional sobre Plantas Daninhas em Sistemas de Produção Tropical, Alta Floresta – MT , Brasil

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