De acordo com dados da Secex, em julho iniciaram-se as exportações da safra 17/18 de milho no Brasil, apresentando 1,17 milhão de toneladas, tendo 92,7% do total dos envios origem em MT.

Tal volume traz atenção ao ritmo do escoamento do cereal no país, visto que está 49,6% abaixo em relação ao mesmo período do ano passado. Além do recuo da produção nacional neste ano-safra, os principais motivos para o baixo ritmo nas saídas foram os atrasos na colheita em grande parte dos estados e a imprevisibilidade quanto ao frete rodoviário, que acabaram por estender a janela de exportação da soja.

Outro fator que também tem pesado nessa conta é a estiagem no rio Madeira, que prejudicou as navegações por Porto Velho. Analisando os fluxos dos line-ups portuários para exportação de milho, a situação parece se manter no próximo mês, visto que os volumes registrados continuam significativamente abaixo aos dos anos anteriores.


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Confira os principais destaques do boletim:

• Mesmo com a colheita quase encerrada, o preço do milho disponível em MT apresentou alta de 4,21%, puxada, entre outros fatores, pelas cotações nas bolsas CME e B3.

• As cotações do milho na CME-Group exibiram queda de 0,05% para o contrato de set/18 e cotação média de US$ 3,68/bu, devido, sobretudo, ao clima favorável na safra norte americana e na valorização do trigo.

• O dólar exibiu valorização de 1,25% e cotação média de R$ 3,80/US$, com a atenção voltada para o cenário eleitoral local e a guerra comercial entre a China e os EUA.

• Quase na reta final, a colheita do milho mato-grossense atingiu 95,93% das áreas, exibindo um avanço semanal de 6,21 p.p.

Futuro travado:

No mês de julho a comercialização de milho para a safra 17/18 em MT avançou 6,78 p.p. e com isso já alcança 74,87% da produção estimada. Os novos negócios foram puxados em grande parte pela demanda do mercado interno, neste momento de intensificação dos confinamentos, apresentando um preço médio negociado de R$ 20,78/sc.

Após o recuo nas cotações em Chicago e as indefinições quanto ao frete rodoviário, as vendas da safra 18/19 ficaram travadas, apresentando um avanço de apenas 0,61 p.p., negociadas a uma média de R$ 19,84/sc.

Apesar do baixo volume, o total comercializado já atinge 14,28% da produção prevista, dado que nos meses anteriores os preços compensavam o adiantamento dos negócios. Tendo em vista que a situação do frete continua indefinida, o cenário para as vendas futuras ainda é nebuloso, o que demanda atenção caso a situação se mantenha nos próximos meses.

Fonte: Imea

Texto originalmente publicado em:
Boletim semanal do Milho - IMEA
Autor: IMEA

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