Negociações do milho safra 15/16 no MT travam, com avanço de 3,6% durante a semana. USDA prevê queda nas exportações do milho safra americano

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Após ter o início mais antecipado da história e andar com força nos meses de agosto e setembro, as negociações do milho da safra 15/16 “travaram” de vez. O avanço registrado durante o mês foi de apenas 3,6 p.p., a menor evolução desde o início dos negócios da produção futura. Com 53,5% comercializados até novembro, os produtores do Estado têm dado prioridade a realizar um bom manejo à lavoura de soja, já que as complicações climáticas têm causado preocupações. O fato do dólar e do preço do milho na CBOT terem caído no comparativo mensal junta-se a este, e dessa maneira não estimulam o agricultor a realizar mais negócios antecipados do cereal 15/16. O ritmo lento também foi observado na comercialização da safra 14/15, que avançou apenas 2,3 p.p., e fechou em 94,74%. Dessa forma, percebe-se que, enquanto as incertezas sobre o clima continuarem, os produtores continuarão receosos em negociar antecipadamente.

  • A paridade julho/16 teve um aumento de 5,08% em relação à semana passada, saltando de R$ 15,19 para R$ 15,96, baseado na valorização que houve no dólar na semana.
  • O preço do milho em Mato Grosso apresentou variação positiva de 0,76% na média semanal, registrando cotação média de R$ 18,25/sc.
  • Nesta semana, o prêmio Paranaguá com entrega para dezembro/15 teve um acréscimo de 14,29%, fechando com média semanal de US$ 0,40/bu.
  • Devido às instabilidades políticas vivenciadas no atual governo, o dólar fechou a semana em alta de 2,88%, ficando cotado na média semanal em R$ 3,87/US$.

O USDA estima que os Estados Unidos deverão ter uma queda de 3% nas exportações da safra 15/16, exportando cerca de 1,63 milhão de toneladas a menos que na temporada 14/15. No entanto, o relatório semanal de vendas traz um número bem abaixo do previsto pelo USDA, até o dia 26/11 as vendas da temporada 15/16 estavam 5,00 milhões de toneladas atrás das vendas da safra 14/15, isso significa 78,12 mil toneladas a menos por semana. Ou seja, as exportações norte-americanas estão tendo um desempenho pior que o esperado pelo USDA até o momento. Para se recuperarem e atingirem o valor estimado pelo USDA, os EUA terão que aumentar suas vendas da safra 15/16 em 16% em relação à temporada 14/15, comercializando a partir de agora até o fim da safra 101,90 mil toneladas a mais por semana, fato de difícil concretização, caso não ocorra nenhum problema climático com outros exportadores.

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O boletim semanal completo do Imea pode ser acessado aqui.

Fonte: Imea

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Texto originalmente publicado em:
Imea
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