Um júri da Califórnia ordenou no dia 10 de agosto de 2018 (sexta-feira), que a Monsanto pague uma indenização de quase US$ 289 milhões a um homem que afirma ter adquirido câncer após trabalhar com produtos da empresa a base de glifosato.

Durante dois anos, Dewayne Johnson trabalhou manuseando o produto, que é um dos herbicidas mais usados em todo o mundo. O jardineiro afirma que utilizou o herbicida Roundup, produzido pela Monsanto, de maneira frequente quando trabalhava como jardineiro de uma escola de San Francisco.

Os advogados de Johnson acusam a Monsanto de omitir o caráter cancerígeno da substância, expondo a riscos aqueles que trabalham com ela, como foi o caso do jardineiro, que manuseou o produto entre 2012 e 2014. Em junho deste ano foi designado um juíz para apreciar o caso.

O júri de concedeu a Dewayne Johnson 250 milhões de dólares em indenizações punitivas e 39 milhões em ressarcimentos compensatórios. O júri do caso determinou que a Monsanto não alertou os clientes sobre os riscos relacionados com o uso do produto.

A mídia americana destaca que este deverá ser o primeiro de centenas de casos que a Monsanto deverá enfrentar na Justiça americana pelos supostos efeitos cancerígenos do glifosato.

O caso do zelador de escola foi o primeiro processo a ser julgado que afirma que o glifosato causa câncer. A Monsanto, adquirida pela multinacional alemã Bayer por 62,5 bilhões de dólares, enfrenta mais de 5000 processos nos Estados Unidos.

A Environmental Protection Agency (EPA) que aborda assuntos relacionados com a proteção ambiental dos Estados Unidos finalizou em setembro de 2017 uma avaliação sobre os riscos dos herbicidas à base de glifosato e declarou que a substância provavelmente não é carcinogênica aos humanos. Mas o braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) que estuda a doença classificou o glifosato em 2015 como “provavelmente carcinogênico para seres humanos”.

A Monsanto nega a relação entre a substância e a  doença e afirma que vai recorrer da decisão.

POSICIONAMENTO MONSANTO

Atualmente, na Califórnia (EUA), há uma ação judicial em andamento, contra o herbicida da Monsanto à base de glifosato. É uma ação individual movida pelo ex-jardineiro, Dewayne Johnson, que alega ter desenvolvido câncer, após o uso do produto por dois anos nos trabalhos de jardinagem.

A Monsanto Company entende o anseio do senhor Johnson e sua família em busca de respostas e compreende o quanto elas são importantes. A decisão de hoje na ação não muda o fato de que mais de 800 estudos e análises científicas – e conclusões da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, dos Institutos Nacionais de Saúde americanos e autoridades regulatórias em todo o mundo – apoiam o fato de o glifosato não causar câncer, e não foi a causa do câncer do senhor Johnson.

A Monsanto Company apelará desta decisão e continuará a defender o produto, que tem um histórico de 40 anos de uso seguro e continua a ser uma ferramenta vital, eficaz e segura para os agricultores e outros.

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