No início do ano, o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – fez um levantamento que apontou que a agropecuária impulsionou para o resultado da economia brasileira. Para termos uma ideia de comparação, o PIB registrou alta de 1%, enquanto a agropecuária teve avanço de 13%. Entre os produtos que se destacaram estão o milho (55,2%) e a soja (19,4%).

Além disso, atualmente o Brasil ocupa posição de destaque na produção global de grãos com milho e soja com 10% e 30%, respectivamente. Ficando assim na segunda posição, abaixo dos Estados Unidos e a frente da Argentina. Tais dados mostram a importância dos grãos para a economia brasileira. Para entender um pouco mais sobre a relevância do setor para a economia, conversamos com o  Rodrigo Campos, Gerente de Marketing da Fast Agro. Confira!

Mais Soja (MS) – A agropecuária alavancou o resultado da economia brasileira em 2017, prova disso é que o o PIB registrou alta de 1%, enquanto a agropecuária teve avanço de 13%. Como é possível explicar tamanha relevância do setor para a economia brasileira?

Rodrigo Campos (RC): “O produtor teve um papel muito importante nesses números, pois apesar das quedas dos preços agrícolas e do pessimismo com a recuperação da economia, ele acreditou, fez melhorias e investiu em soluções tecnológicas que somado a ótimas condições climáticas fez com o setor tivesse uma alta de 19,4% na produção de soja e 55,2% na produção do milho. Este recorde de produção, chamado de “Super Safra”, gerou reflexos positivos para outros setores, como a indústria e serviços. Não podemos deixar de fora também o impulsionamento das exportações – nas vendas externas a soja cresceu 33% em termos de valor e o milho 25% em nível de Brasil”.

(MS) Qual importância dos grãos (em especial milho e soja) para o agronegócio brasileiro?

(RC): “A soja e o milho sempre foram as “meninas dos olhos” do agronegócio brasileiro. O “Censo Agro 2017″ do IBGE aponta 1,6 milhões de estabelecimentos agropecuários que cultivam o milho em grão, resultando em 91 milhões de toneladas. A soja, grão que detemos a segunda maior produção mundial – ficando atrás apenas dos Estados Unidos, na safra 2017/2018 produzimos 116 milhões de toneladas, com uma produtividade de 3.333 kg/ha. (EMBRAPA, 2018).”

Ainda dentro dos números, exportamos em 2017 um recorde de 68 milhões de toneladas de soja, um aumento de 30% em comparação a 2016. Quanto ao milho, foram 29,24 milhões de toneladas, um aumento de quase 34% em relação ao ano anterior. (REUTERS, 2018).

O agronegócio é uma cadeia muito diversificada de bens, produtos e serviços. Segundo o CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o volume do agronegócio cresceu 7,6% em 2017. O ramo agrícola foi o impulsionador para o PIB-Volume, sendo que este registrou um aumento de 9,2% em 2017, em contrapartida, o ramo pecuário obteve um crescimento de 3,8% no mesmo período.

Sendo assim, o impacto do ramo agrícola dentro do agronegócio brasileiro, na soma dos setores diretos e indiretos que este contribui (insumos, indústria e serviços), é de 69,4% (CEPEA, 2017). Resultado que reflete o crescimento de produtividade das nossas lavouras, apontando um produtor mais preparado com informações, ferramentas e tecnologias aplicadas no campo”.

(MS) – O agronegócio é responsável por metade das exportações brasileiras. De que maneirar isso acaba contribuindo para o saldo positivo da balança comercial brasileira?

(RC): “De fato, em 2017 exportamos US$ 217,7 bilhões, sendo US$ 96 bilhões vindo do agronegócio – um aumento de 13% em relação a 2016. O resultado final na balança comercial foi um superávit de US$ 67 bilhões – o melhor resultado da história desde o início da série histórica, em 1989. Somente o complexo de soja, que envolve a exportação do grão, de farelo e de óleo, resultou o valor de US$ 31,7 bilhões. (AGROSTAT, 2018)

O impacto do agronegócio na balança comercial brasileira é extremamente positivo e contribui com altíssima relevância para o nosso superávit. Com uma participação de 44% nas exportações, mostra-se a força e o potencial do setor no Brasil e no mundo”.

(MS) Tendo em vista a perspectiva de que a demanda internacional deve contribuir com o setor agropecuário este ano, sobretudo, por conta do aumento das importações agrícolas pela China, quais são as expectativas para esta safra e como elas podem influenciar a economia do país?

(RC): “Como sabemos, o Brasil é um país com dimensões continentais, com clima e relevo favoráveis, na maioria do seu território, ao cultivo das culturas demandas pela exportação. Esta demanda movimenta o setor, fazendo com que as empresas desenvolvam soluções para atender as necessidades dos produtores, o governo crie incentivos para a produção e exportação, e assim desenvolva um ambiente em constante evolução, fortalecendo a imagem do país como uma potência mundial do agronegócio.

As estatísticas indicam que ainda há margem para o crescimento de nossa produção, tanto em relação a demanda de exportação quanto ao potencial produtivo das culturas. Por outro lado, há margem para uma melhor valorização de nossa produção, portanto o país deve continuar trabalhando e incentivando a agricultura para ter uma economia cada vez mais sólida”.

(MS)Boa parte dessa contribuição do agronegócio para a economia brasileira deve-se as chamadas ”super safras” . Como é possível explicar/dimensionar a importância da tecnologia para o aumento da produtividade?

(RC): “Na agricultura diversos fatores influenciam na produtividade: fatores climáticos, temperatura, chuvas, a qualidade e preparo do solo, controle e incidência de pragas, fungos e doenças, nutrição das plantas, tecnologias biológicas e fisiológicas. Este último determina a arquitetura das plantas e seu equilíbrio hormonal, para que a planta produza mais estruturas reprodutivas, levando a maiores produtividades. Quando os fatores que não podemos controlar são favoráveis, a tendência é que as tecnologias para se obter maior produtividade sejam ainda mais eficientes.

Por outro lado, quando os fatores que não podemos controlar não são favoráveis as tecnologias são imprescindíveis. A cada safra o manejo destas tecnologias se aperfeiçoa, através dos produtores e profissionais que atuam nas lavouras, e a agricultura tende a ser mais eficiente e produtiva”.

(MS) – Quais são os próximos passos do agronegócio brasileiro para expansão e desenvolvimento do setor?
(RC): “Acreditamos que os próximos passos serão da era da agricultura de precisão, ou seja, fazer tudo isso que fazemos desde o ano de 1994, através de fatores que contribuíram para o aumento de produtividade nos últimos anos, chamados de revoluções tecnológicas, até os dias de hoje. Fazer tudo mais bem feito e ela é o instrumento extraordinário.

O satélite, computador, GPS, dosador eletrônico a minha disposição. Mas é preciso realmente aperfeiçoar isso e unir a nanotecnologia eletrônica que está embutida nessas novas máquinas com a nanotecnologia biológica que começa com a biotecnologia molecular para criar as novas cultivares. Mas também o uso de biorreguladores que são bem interessantes para amenizar estresse abióticos e também o uso de micronutrientes.

A Fast Agro está todo dia no campo para ajudar o produtor em sua jornada e a entender como as plantas reagem no seu meio ambiente atual, quais os impactos que isso causa em seu desenvolvimento e como juntos (produtor/Fast Agro/tecnologia) podemos aproximar do seu máximo potencial produtivo e diminuir o seu custo de manejo”.

Redação e edição: Bruna Eduarda Meinen Feil, Assessora de Comunicação Equipe Mais Soja, em parceria com a Assessoria de Comunicação da FastAGro.

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