A mancha-alvo é uma doença causada pelo fungo Corynespora cassiicola, que pode infectar folhas, pecíolos, hastes, vagens, frutos e raízes de diversas espécies de plantas de interesse econômico mundial. Foi relatada pela primeira vez no Brasil em 1974 na cultura da soja, no Estado do Mato Grosso. Atualmente, encontra-se disseminado no país.

Os sintomas iniciais são pontuações pardas com halos amarelados e quando desenvolvidas tornam-se manchas circulares de coloração castanha. O desenvolvimento do fungo é favorecido por temperaturas entre 20 a 32ºC e alta umidade relativa do ar, podendo ser propagado através do vento, materiais contaminados, sementes e plantas infectadas. Como estratégia de manejo da doença recomenda-se a utilização de cultivares resistentes, uso de sementes sadias, rotação de culturas e controle químico e cultural.

Um estudo recente feito por pesquisadores do Brasil, da Argentina e dos Estados Unidos, determinou as perdas de produtividade de plantações de soja devido à incidência de C. cassiicola. Para isso, foi levado em consideração o estádio reprodutivo da planta, averiguando se há relação entre a severidade da mancha-alvo no estádio R5-R6 (grão com 3 mm de comprimento em vagem num dos 4 últimos nós da haste principal, com folha completamente desenvolvida – uma vagem contendo grãos verdes preenchendo as cavidades da vagem de um dos 4 últimos nós da haste principal, com folha completamente desenvolvida) com a produtividade da soja em R8 (95% das vagens com coloração de madura).

Utilizando análises estatísticas, foi possível verificar que níveis de severidade de mancha-alvo de 50% ocasionariam uma redução de rendimento de 24%, variando entre 8% a 42% dependendo da cultivar de soja que era utilizada, o que mostra que algumas variedades são mais suscetíveis. Além disso, o rendimento dos grãos foi correlacionado à severidade da doença em diferentes posições da planta, como também à desfolha ao longo dos estádios de crescimento reprodutivo da soja.

Informações sobre a interação entre o patógeno e o hospedeiro são importantes para o estabelecimento de medidas para manejo de C. cassiicola e para o direcionamento adequado aos programas de melhoramento genético que têm o intuito de produzir plantas resistentes a doenças.

Para saber mais:Molina et al. (2018)

Foto:Edward Sikora (xxxx)

Fonte: Portal Defesa Vegetal.Net

Texto originalmente publicado em:
Portal Defesa Vegetal.Net
Autor: Portal Defesa Vegetal.Net

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