Ocorrência de inimigos naturais de lagartas em lavoura de soja no médio norte de Mato Grosso

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Objetivou-se relatar a ocorrência de inimigos naturais de lepidópteros em soja do médio norte mato-grossense

Autores: Michael O. Goulart1; Thaís L. B. dos Santos2; Mônica J. B. Pereira2

Trabalho disponível nos Anais do Evento e publicado com o consentimento dos autores.
Trabalho disponível nos Anais do Evento e publicado com o consentimento dos autores.

O Mato Grosso destaca-se como o maior produtor de soja do Brasil. No entanto, a oleaginosa abriga diversas pragas que limitam a produtividade. Dentre elas os lepidópteros que vêm se destacando no cenário agrícola, pela severidade dos danos e dificuldade de controle. Entretanto, o registro dos inimigos naturais, presente na cultura é de fundamental importância para o manejo integrado de pragas.

Nesse contexto, objetivou-se relatar a ocorrência de inimigos naturais de lepidópteros em soja do médio norte mato-grossense. Para tanto, na safra 2013/2014, realizou-se o cultivo da soja, sem aplicação de inseticidas na área experimental da Unemat, campus Tangará da Serra. Semanalmente, eram realizados 30 panos de batida, em uma área de 2340 m² e as lagartas coletadas foram levadas ao laboratório de Entomologia e mantidas em dieta artificial em estufa incubadora tipo B.O.D. até completar seu ciclo.

Foram identificadas Chrysodeixes includens e Anticarsia gemmatalis. Já os inimigos naturais encontrados foram Copidosoma sp., Dorus luteipes, aracnídeos, Tachinidae e Baculovírus. As lagartas parasitadas por Copidosoma sp. foram transferidas para placas de petri para posterior contagem dos parasitoides. Foram coletadas 719 lagartas C. includens e 328 de A. gemmatalis.

A porcentagem de parasitismo por Copidosoma sp. em C. includens e A. gemmatalis foi de 1,97% e 0,61% com média de 1378 e 959 parasitoides por lagarta, respectivamente. A porcentagem de C. includens infectada por Baculovírus foi de 3,42% enquanto que para A. gemmatalis, foi de 4,29%. Não foi registrado parasitismo por Tachinidae em C. includens, porém para A. gemmatalis a porcentagem de parasitismo foi de 0,92%.

Foram registrados também 79 e 277 indivíduos de D. luteipes e aracnídeos, respectivamente. Sendo assim, foi observada uma grande quantidade de inimigos naturais de lepidópteros na soja, haja vista que a presença destes inimigos naturais é fundamental para o manejo integrado.

Palavras-chave: Glycine max, controle biológico, lepidópteros-praga

Apoio: Programa de Bolsas de Iniciação Científica (PROBIC)/ Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG), Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT).

Informações dos autores:

1Bolsista Iniciação Científica PIBIC/CNPq, Universidade do Estado de Mato Grosso;

2Universidade do Estado de Mato Grosso ;

3Departamento de Agronomia, Universidade do Estado de Mato Grosso.

Disponível em: Anais do XXVI Congresso Brasileiro de Entomologia / IX Congresso Latino-Americano de Entomologia. Maceió, Alagoas,2016.

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