Pesquisa e extensão públicas destacam boas práticas agrícolas no SuperAgro

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A Embrapa Soja, o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e a Emater-PR irão destacar algumas das boas práticas agrícolas para o campo, os principais avanços das pesquisas e o papel da ciência para a agricultura, durante o SuperAgro, evento promovido pela Agro100, de 16 a 18 de janeiro, em Londrina (PR). No Espaço Ciência e Tecnologia, as instituições irão demonstrar como a pesquisa e a extensão rural pública estão atuando em conjunto para apresentar resultados ao produtor.

Entre as tecnologias que serão apresentadas estão: inoculação, coinoculação, tecnologias de aplicação de agrotóxicos, manejo de nematoides e vantagens do consórcio de milho com braquiária, além dos resultados positivos da adoção do Manejo Integrado de Soja no Paraná, que reduziu em quase 50% a aplicação de inseticidas. Quem visitar o Espaço Ciência e Tecnologia ainda poderá adquirir  publicações técnicas de diversas áreas da agricultura e concorrer a kits de publicações.

DRES –   Um dos destaques será a apresentação do Diagnóstico Rápido da Estrutura do Solo (DRES), método inovador de avaliação visual da estrutura superficial dos solos tropicais e subtropicais, lançado em 2017 pela Embrapa e pela Universidade Estadual de Londrina. De acordo com o pesquisador da Embrapa Soja, Henrique Debiasi, a estrutura do solo é componente essencial da fertilidade, porque influencia o comportamento físico, químico e biológico do solo, dando sustentação à produtividade agrícola.

Até agora no Brasil, a estrutura das camadas superficiais do solo vinha sendo avaliada por meio de métodos quantitativos que não a caracterizavam precisamente e eram de difícil aplicação e interpretação em condições de campo. “O DRES foi desenvolvido para atender as especificidades de monitoramento da qualidade do solo brasileiro de forma rápida e fácil. Nosso intuito é facilitar o diagnóstico e melhorar os critérios para a tomada de decisão sobre a adoção de práticas de manejo que melhorem a qualidade estrutural do solo”, avalia Debiasi.

Segundo o pesquisador, os dados de pesquisa mostram, por exemplo, que a escarificação do solo quando realizada sem necessidade, além de ampliar o custo de produção, pode levar à perda de produtividade. “Por isso, temos a expectativa de que o DRES contribua para melhorar a avaliação da qualidade física do solo e sirva para dar suporte ao processo de tomada de decisão quanto ao manejo mais adequado do solo”, diz.

O método – Debiasi explica que o DRES é um método de avaliação visual da estrutura do solo que leva em conta a qualidade da agregação do solo, a partir de amostras dos primeiros 25 cm. Nas amostras, são observados o tamanho e a forma dos agregados e torrões, presença ou não de compactação ou outra modalidade de degradação do solo, forma e orientação das fissurações, rugosidade das faces de ruptura, resistência à ruptura, distribuição e aspecto do sistema radicular, e evidências de atividade biológica. A partir desses critérios, atribui-se uma pontuação de 1 a 6, na qual ”6” é indicativo de melhor condição estrutural, e “1” representa o solo totalmente degradado.

De acordo com o pesquisador, a coleta de amostras deverá ser realizada em diferentes glebas da propriedade e subdivididas de acordo com histórico da área e o tipo de solo e de textura. “O processo é bem simples, porque o produtor, ao olhar para a amostra, já consegue identificar se o solo está degradado ou não”, explica Debiasi. “O DRES identifica os parâmetros mais importantes de diagnóstico e indica o melhor manejo a ser adotado para a propriedade”, diz Debiasi.

Para o pesquisador, o DRES possibilita a técnicos e produtores rurais o reconhecimento dos efeitos dos diferentes sistemas de produção nas condições estruturais do solo. O método também auxilia no processo de tomada de decisão em relação às ações de correção ou melhoria da qualidade do manejo do solo de áreas agrícolas, com ênfase para aquelas cultivadas em sistema de plantio direto (SPD). “É importante destacar ainda que esta metodologia auxiliará na identificação dos manejos mais adequados para as diferentes situações e poderá ser empregada para identificar as práticas que melhor conservam o solo e a água”, destaca.

Serviço
Evento: Espaço Ciência e Tecnologia no SuperAgro
Data: 16 a 18 de janeiro
Local: Rodovia Luiz Beraldi/ Km3 (estrada da Cegonha) / Londrina (PR)

Fonte: Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO) – Embrapa Soja

Texto originalmente publicado em:
Embrapa Soja
Autor: Embrapa Soja

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