Tema tem preocupado produtores gaúchos nesta safra.

Autoras: 

  • Enga. Agra. Dra. Carolina Cardoso Deuner Professora do curso de Agronomia e Pós-graduação em Agronomia Gestora do Laboratório de Fitopatologia/Nematologia da UPF
  • Biol. Me. Cinara Araujo de Andrade Cardoso Laboratorista no Laboratório de Fitopatologia/Nematologia da UPF

Na safra 2018, a fase de implantação da cultura da soja foi marcada pela ocorrência de podridão de sementes e tombamento de plântulas. Condições de acúmulo de água no solo, por elevada precipitação pluvial e/ou compactação, favorecem a ocorrência de fungos de solo, como , principais causadores desses problemas na região (Figura 1). Associado a isso, a temperatura no solo (5 cm de profundidade) variou de 16,9 a 24,7 ºC, o que promoveu atraso na emergência das plântulas, fazendo com que as mesmas ficassem mais vulneráveis à infeção dos fungos de solo (Figura 2).

Figura 1. Sintomas de podridão de sementes e de plântulas de soja e oósporo em raiz de soja. UPF, Passo Fundo/RS (Deuner & Cardoso, 2018).

Durante o mês de outubro na Região norte do Rio Grande do Sul, houve precipitação de 319 mm, sendo que nos dias 27 e 30 desse mês, somados acumularam 112 mm. A média histórica desse período na região é de 152 mm (Figura 2). Entre os dias 1 e 27 de novembro foram recebidas no Laboratório de Fitopatologia da Universidade de Passo Fundo, 60 amostras de soja com sintomas de podridão de sementes e/ou tombamento de plântulas de diferentes cultivares, no qual, verificou-se a presença de oósporo (estruturas de sobrevivência dos fungos Pythium spp. e Phytophthora spp.) em 83% das amostras analisadas (Figura 2).

Mediante isso, é importante salientar que estratégias conjuntas devem ser adotas visando minimizar esse problema, dentre elas:

● Melhoria de características físicas do solo para evitar acúmulo de água no solo, que pode ser realizada por meio da rotação de cultura ou utilizando implementos agrícolas;

● Uso de fungicidas via tratamento de sementes para prevenir ou reduzir a infeção dos fungos nas raízes, uma vez que esses não estão presentes nas sementes e sim no solo, na forma de oósporo;

● Apesar da recomendação do uso de cultivares tolerantes aos fungos de solo, na prática é difícil identificar esses materiais, e além disso, em condições de acúmulo de água no solo na emergência das plântulas, os mesmos tendem a se comportar como suscetíveis.

Mesmo adotando essas medidas conjuntas, caso o clima seja favorável, poderá ocorrer morte de sementes e plântulas de soja, uma vez que a estrutura de sobrevivência dos fungos permanecer no solo, de uma safra para outra, germinando quando as condições são favoráveis na presença do hospedeiro. Figura 2. Precipitação em milímetros (mm) e temperatura do solo (5 cm de profundidade) (ºC) ocorrida no mês de outubro de 2018. UPF, Passo Fundo, RS, 2017 (Fonte: Embrapa Trigo).

Fonte: Nota Técnica Emitida no dia 28 de novembro de 2018, do Laboratório de Fitopatologia/Nematologia da UPF 

Autoras: Enga. Agra. Dra. Carolina Cardoso Deuner e Biol. Me. Cinara Araujo de Andrade Cardoso.

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