O pesquisador Eduardo Leguizamón, da Argentina, diz que: “No caso específico de ervas daninhas, o banco de sementes do solo, que é composto por numerosas espécies, constitui a principal fonte de infestações anuais recorrentes. O conhecimento dos fatores que determinam a emergência das plântulas é muito importante em termos de pesquisa aplicada, pois é uma fase que é fundamental na dinâmica da população, o que tem implicações centrais no caso de agro-ecossistemas, tanto por seus efeitos na determinação da competição na cultura, como pelo condicionamento do tipo e oportunidade das táticas de controle que devem ser usadas.”

“Os resultados obtidos antecipadamente por pesquisadores referência nessa área de conhecimento mostram que a emergência, geralmente segue um padrão característico em cada espécie.”, continua o pesquisador.

“O estabelecimento da planta é o resultado de um processo sequencial complexo que começa quando a semente inicia a absorção de água antes da germinação. Os dois fatores centrais que determinam o surgimento do embrião e o estabelecimento da planta são a temperatura e a umidade “, conclui.

Muitos pesquisadores têm revelado a dinâmica de várias ervas daninhas de emergência em diversas áreas agrícolas da Argentina por vários anos, mas esta informação não foi sistematizada para ver em conjunto e, assim, fazer uma melhor análise. Esta ferramenta web REM emergência dinâmica tem a informação do INTA, Faculdade de Agronomia da UBA, Tucuman, Balcarce, Rosario e La Pampa, e associações como AAPPCE, CREA Região NOA e Aapresid, permitindo compilar 260 curvas Emergência de 45 espécies diferentes para a maioria das áreas agrícolas.

As análises que podem ser feitas com essas informações são variadas, dependendo do escopo de trabalho de cada usuário, mas como exemplo podemos citar algumas:

  • Comparação de espécies diferentes, para o mesmo ano e lugar:

  • Comparação da mesma espécie, entre anos, para o mesmo lugar:

  • Comparação de diferentes espécies, para a mesma área:

  • Comparação do impacto de diferentes manejos, por exemplo, de culturas sucessoras:

Estas análises podem ser úteis para um melhor planejamento de uma seqüência de herbicidas, conhecendo as datas mais prováveis ​​de germinação das diferentes espécies que cada uma controla.

O impacto da modificação de uma prática cultural, como a data de semeadura, também pode ser estimado, quando é feito antes ou depois do “pico” de emergência de uma determinada planta daninha.

O controle que uma cultura de serviços exerceria, sabendo sua data de semeadura e secagem, com respeito à típica curva de emergência de uma planta daninha para a área, pode ser previsto. Comparações podem ser feitas entre padrões de plantas daninhas, entre aqueles que têm germinações mais concentradas e “explosivas” do que outros que têm germinações mais longas ao longo do tempo ou diferenciam ervas daninhas que variam suas datas de emergência entre os anos, de outros que são muito difíceis de prever. Tudo isso tem um forte impacto sobre a gestão a ser realizada e a eficácia que pode ser esperada de cada prática.



Finalmente, deve ser mencionado que esta ferramenta não tem caráter preditivo, é uma compilação de informações coletadas e sistematizadas para permitir uma melhor análise e que os fluxos podem variar em função, por exemplo do local, em função da temperatura, dinâmica de ervas e chuvas registradas.

Para acessar a plataforma clique aqui.

Iniciativas como estas podem ser replicadas o Brasil…

Bibliografia consultada: Leguizamón, ES 2014. Otimização do manejo de plantas daninhas com base em informações meteorológicas.

Fonte: Aapresid

Texto originalmente publicado em:
Aapresid
Autor: Aapresid

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