Portal traz esclarecimentos sobre as áreas de refugio que devem ser utilizadas ao se cultivar culturas BT

286

As culturas BT são importantes aliadas no manejo de pragas em diversas culturas importantes do Brasil, sendo a manutenção e preservação de sua eficácia um objetivo comum de toda cadeia produtora.

O Portal Boas Práticas Agronômicas em Culturas BT traz em seu site perguntas e respostas que podem auxiliar o agricultor na tomada de decisão e na definição do cultivo das áreas de refugio.

No portal podem ser encontradas outras informações sobre a tecnologia BT e sobre as boas práticas necessárias para manutenção de sua eficácia, seno recomendada uma visita ao portal por todos os envolvidos com o Manejo Integrado de Pragas nas culturas de soja, milho e algodão principalmente.

Abaixo as perguntas e respostas que podem auxiliar na manutenção da viabilidade desta tecnologia.

1) Qual a finalidade da prática do refúgio e como ele funciona?

O refúgio consiste no cultivo de uma área com plantas não-Bt próxima à cultura com resistência a insetos. Essa área tem a função de produzir insetos suscetíveis às proteínas inseticidas Bt. Esses indivíduos suscetíveis irão se acasalar com os insetos resistentes, gerando indivíduos heterozigotos que também serão suscetíveis à tecnologia, assegurando a longevidade da mesma. A evolução da resistência de pragas é o maior desafio para o uso de culturas. Dessa maneira, para um uso sustentável destas tecnologias no campo, a implementação de um programa efetivo de Manejo da Resistência de Insetos (MRI) é essencial. O plantio de refúgio é a principal ferramenta dos programas de MRI e tem sido eficaz em retardar o aparecimento de resistência em pragas nos países com maior histórico de uso destas tecnologias.

2) Qual é a importância da prática do refúgio?

Ao utilizar uma área de refúgio o produtor consegue prevenir ou retardar o estabelecimento de populações de pragas resistentes. A variabilidade genética existente em todas as espécies possibilita que populações de insetos-praga que estejam sob pressão respondam a um determinado fator de seleção, independentemente de esse fator ser uma cultura Bt. A utilização de uma cultura Bt sem a adoção de táticas que visem retardar a evolução da resistência pode até trazer benefícios no curto prazo, mas tende a gerar indivíduos resistentes no médio/longo prazo. Inicialmente, já que a grande maioria da população de insetos será suscetível à tecnologia, haverá controle efetivo. Entretanto, a pressão de seleção ocasionada pelo uso contínuo da tecnologia faz com que os indivíduos que são naturalmente resistentes sobrevivam e se tornem maioria na população após algumas gerações, levando à perda de eficácia da tecnologia. Deste modo, o uso de culturas Bt deve estar sempre associado ao plantio de áreas de refúgio que, em conjunto com outras práticas, atuam preventivamente retardando o processo de evolução da resistência em populações de insetos-praga.

3) Quais os impactos negativos da NÃO utilização de áreas de refúgio?

A não utilização das áreas de refúgio pode resultar na seleção de populações resistentes e, consequentemente, perda de eficácia da tecnologia. Na ausência de refúgio, é esperado que, após algumas gerações da praga, haja o aumento na frequência de indivíduos resistentes e a consequente perda da tecnologia. Apesar do processo de seleção de populações resistentes ocorrer dentro de cada propriedade, os prejuízos são observados no âmbito regional, afetando também as propriedades que possam ter implementado o refúgio de acordo com o recomendado.

4) Como a adoção do refúgio impacta sobre a produtividade/ retorno financeiro do produtor? Há prejuízo?

A área de refúgio deve ser conduzida de acordo com as recomendações do Manejo Integrado de Pragas (MIP). Deste modo, o produtor que realizar o monitoramento de pragas em sua propriedade e, quando necessário, utilizar outras táticas de controle que visem reduzir a população da praga abaixo dos níveis de dano econômico (a exemplo de inseticidas), irá proteger a produtividade nas áreas de refúgio.

5) Como a NÃO adoção do refúgio impacta sobre a produtividade/ retorno financeiro do produtor?

A utilização de uma cultura Bt sem a adoção de táticas que visem retardar a evolução da resistência pode até trazer benefícios no curto prazo, mas tende a gerar indivíduos resistentes no médio/longo prazo. Inicialmente, já que a grande maioria dos indivíduos da população de insetos será suscetível à tecnologia, haverá controle efetivo. Entretanto, a pressão de seleção ocasionada pelo uso contínuo da tecnologia faz com que os insetos que são naturalmente resistentes sobrevivam e se tornem maioria na população após algumas gerações, levando à perda de eficácia da tecnologia. Assim, a médio/longo prazo, o agricultor não poderá mais lançar mão de uma tecnologia que tanto tem beneficiado a agricultura brasileira.

6) Quais os principais fatores que estimulam à resistência dos insetos?

Diversos fatores contribuem para isso, como o clima tropical do Brasil, que favorece a proliferação de insetos; a agricultura intensiva, com plantio durante todo o ano; o processo natural de adaptação biológica; e o uso indiscriminado das tecnologias para controle de pragas, sem aplicação correta de áreas de refúgio e manejo agronômico adequado.

7) Quem deve adotar a prática?

As espécies de insetos pragas-alvo das tecnologias Bt geralmente possuem alta mobilidade e sua estruturação genética não ocorre nas dimensões das propriedades. Dessa meneira, um plano efetivo de MRI deve ser implementado em âmbito regional. Assim, todo produtor que utilizar a tecnologia Bt deve adotar áreas de refúgio, visto que a manutenção da eficácia das tecnologias em cada região será consequência do manejo de cada propriedade.

8) Há capacitação para a prática?

As empresas detentoras das tecnologias, por meio de seus funcionários e por campanhas educacionais, têm disseminado junto aos agricultores as informações necessárias sobre o correto manejo da tecnologia Bt, visando à longevidade desta no campo. Além das ações individuais, as empresas agora estão intensificando ações e campanhas no âmbito nacional, em parceria com todo o setor produtivo. O site www.boaspraticasagronomicas.com.br, que contém diversas informações sobre o manejo correto das tecnologias Bt, é um dos resultados desse esforço conjunto.

9) Como se informar sobre a prática?

No momento da compra o agricultor deve se informar junto à empresa ou com o distribuidor sobre as recomendações de Manejo da Resistência de Insetos (MRI) referentes a cada tecnologia. O produtor também poderá buscar informações em materiais técnicos e website fornecidos pelas empresas. Além disso, o site www.boaspraticasagronomicas.com.br contém diversas informações sobre o manejo correto das tecnologias Bt.

10) O que o produtor rural deve fazer para implantar áreas de refúgio em sua propriedade?

As áreas de refúgio deverão ser plantadas com materiais não-Bt localizados a uma distância máxima de 800 metros da lavoura com tecnologia Bt. Para isso o agricultor deverá ter no seu planejamento de safra qual tecnologia irá utilizar, bem como quais materiais não-Bt estarão disponíveis para o plantio das áreas de refúgio nas porcentagens recomendadas.

11) Há diferença de implantação de um estado para outro?

As recomendações feitas para cada tecnologia levam em consideração a porcentagem mínima de refúgio necessária para a preservação da tecnologia em todo o território nacional. Algumas regiões específicas, dadas suas particularidades de sistema de produção, podem adotar estratégias ainda mais conservadoras.

12) Há diferença entre uma cultura e outra (por exemplo, entre soja e milho)?

Há diferenças entre as culturas e também dentro de cada cultura, dependendo da tecnologia Bt nela inserida, pois cada proteína Bt possui determinada atividade contra uma praga-alvo. Portanto, a eficácia de cada tecnologia pode variar, assim como as recomendações de MRI. O que não muda para nenhuma tecnologia e cultura é a necessidade de implementação das áreas de refúgio.

13) Qual a principal mensagem que precisa chegar ao produtor/ consultor técnico?

Além do conhecimento técnico necessário para implementar as áreas de refúgio, a conscientização dos agricultores/ gerentes/ técnicos é a principal ferramenta para assegurar a longevidade das tecnologias Bt. Pensar no longo prazo e investir na adoção do refúgio é fundamental para o sucesso na preservação dessas tecnologias.

14) Qualquer outra informação adicional que se fizer necessária.

O planejamento do agricultor é essencial para que o refúgio seja realizado corretamente, desde a aquisição de sementes não-Bt adaptadas à sua região até a disposição das áreas de refúgio dentro da propriedade.

No site do Portal pode ser acessado também INFORMATIVO TÉCNICO Boas Práticas Agronômicas Aplicadas a Plantas Geneticamente Modificadas Resistentes a Insetos, contendo importantes informações sobre esta tecnologia e as práticas recomendadas para os envolvidos na cadeia produtiva.

Fonte: Boas Práticas Agronômicas em Culturas BT, disponível em : http://boaspraticasagronomicas.com.br/site/perguntas-e-respostas.aspx

погода харькова синоптикbest beach on key midtown-miamiseo consultant san diegoсегодсайты о строительстве

Texto originalmente publicado em:
Portal Boas Praticas Agronômicas em Culturas BT
Autor:

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA