Preços da soja no Brasil sustentados pela valorização do dólar

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O andamento do plantio da safra 2015/2016 na América do Sul, e principalmente no Brasil, se constituem como foco da atenção do mercado agora que a colheita da soja norte-americana está entrando em sua reta final. E este foco vem fortemente influenciado pelas quatro “c”, que seriam o comportamento do “clima”, a instabilidade do “câmbio”, a alta do “custo” de produção e por último o tamanho da demanda de produto pela “China”. A irregularidade do clima no Brasil com excesso de chuva no Sul, atrasos no Centro-Oeste e Sudeste e falta de umidade no Norte e Nordeste provocam alterações no cronograma normal de semeadura e consequentemente de colheita em cada região, assim como na diminuição de plantio de cultivares precoces que permitiriam a implantação de culturas de milho e sorgo safrinha.

O câmbio, com a valorização do dólar frente ao real, criou uma situação paradoxal pois enquanto há uma queda nos preços na Bolsa de Futuros de Chicago/CBOT que motiva os produtores norte-americanos a não vender sua produção à espera de melhores preços, por outro lado estimula os produtores brasileiros a incrementarem as vendas antecipadas da safra 2015/2016 em função do dólar mais alto compensando a baixa de preços na CBOT a ponto de o produtor vender a preço 38% maior que no mesmo período do ano passado.

Com relação ao custo de produção, na presente safra, este apresenta uma alta significativa em função da valorização cambial já que boa parte dos principais insumos são importados, tanto como matéria-prima como na forma pronta industrializada, onerando a implantação da cultura e que, dependendo da região e do sistema de produção utilizado, varia de 58% a 90% do valor da produção.

A influência da demanda de soja por parte da China é muito significativa, pois este país é o maior comprador mundial, importando principalmente do Brasil, dos Estados Unidos e da Argentina, sendo que já comprou um volume que representa 13% maior que para o mesmo período do ano passado. Por isso a preocupação com a desaceleração da economia chinesa, principalmente entre os produtores dos Estados Unidos que estão ultimando as operações de colheita e estão na expectativa de um crescimento desta demanda e por isso segurando um pouco as vendas.

Internamente, no Brasil, os preços que estão sendo praticados se sustentam principalmente na valorização cambial do dólar frente ao real pois o mercado internacional apresenta uma tendência de queda de preços e assim, em moeda brasileira, as cotações da soja estão acima da média dos preços praticados no mesmo período do ano passado, mas já apresentando certo decréscimo em função do bom andamento das operações de plantio no Brasil no obstante a persistência das irregularidades climáticas no Norte e Nordeste e das especulações sobre os efeitos que El Niño pode trazer daqui em diante.

Fonte: EMATER/MG

Autor: Willy Gustavo de La Piedra Mesones

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Texto originalmente publicado em:
Emater/MG
Autor: Willy Gustavo de La Piedra Mesones

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