COMIGO é a primeira Cooperativa agropecuária brasileira a conseguir certificação RTRS de seus cooperados já no primeiro ano do Programa

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Demonstrar como é possível contribuir para o desenvolvimento contínuo de uma cadeia produtiva sustentável. Este foi o intuito da participação da COMIGO na conferência mundial “RT13 Conexões e Compromissos – Um diálogo global visando ações para transformar a soja”, realizada nos dias 30 e 31 de maio, na cidade de Lille, na França.

Representada pelos vice-presidentes Aguilar Ferreira Mota e Dourivan Cruvinel de Souza, e pela coordenadora do Sistema de Gestão de Qualidade (SGI), Francimar Pereira Duarte Marques, a COMIGO apresentou no evento o “Programa Pensar Valore”, uma iniciativa objetivando a produção sustentável, implementado em propriedades rurais no estado de Goiás. A iniciativa é uma parceria entre COMIGO, Bayer e Aliança da Terra (Organização Não-governamental), que possibilitou à Cooperativa oferecer certificação internacional para o cultivo do grão sustentável emitida pela RTRS (Round Table on Responsible Soy), uma entidade sem fins lucrativos composta por produtores, indústrias, tradings e demais integrantes da cadeia produtiva da soja.

COOPERADOS CERTIFICADOS

No primeiro ano de implantação do projeto, a COMIGO foi a primeira Cooperativa do país a conquistar tal mérito, tendo seis produtores cooperados certificados pela RTRS, após uma rigorosa avaliação de aproximadamente 110 itens relativos a questões ambientais, sociais e econômicas junto às propriedades rurais selecionadas.

De acordo com Francimar, que falou na conferência, o projeto piloto foi desenvolvido na COMIGO por uma equipe multidisciplinar composta pelos seguintes membros: Reginaldo Passos, assessor ambiental da COMIGO; Eduardo Hara, engenheiro agrônomo; Carlos César Evangelista de Menezes, gerente de pesquisa e desenvolvimento do CTC e Francimar Duarte, coordenadora de SGI, com o apoio da diretoria executiva. A parceria com a Bayer, através do Programa Estratégico para Cooperativas (PEC), contribuiu para a viabilidade do processo, assim como a participação da Aliança da Terra na execução dos trabalhos de diagnóstico, planejamento e auditoria que integram o processo de certificação.

Com isso, relata a coordenadora de qualidade, surgiu o Programa Pensar Valore, que contou com a participação inicial de 20 produtores (cooperados) voluntários que aderiram ao programa, recebendo a equipe da Aliança da Terra para o diagnóstico inicial de suas propriedades, e posterior implementação de ações de melhoria que se enquadrassem nas exigências mundiais para a produção de soja sustentável. Com a adesão de pequenos a grandes sojicultores, o Programa certificou seis cooperados em um primeiro momento (durante a Tecnoshow COMIGO 2018) e certificará mais 10 produtores que estão em processo de adequação às normas da RTRS nos próximos anos. Do total de vinte propriedades inscritas, quatro são voltadas a atividade pecuária, a qual não se enquadram no padrão de certificação, mas que podem usufruir das indicações da consultoria no aprimoramento de seus processos produtivos de forma mais sustentável.

De acordo com Francimar, a adesão ao programa reflete a preocupação da COMIGO com questões ambientais, econômicas e sociais. “O apoio da diretoria da Cooperativa foi integral, baseado nos princípios cooperativistas de educação, formação e informação, e interesse pela comunidade”, disse ela.

Visões sobre o cerrado

A Europa, segundo Aguilar e Dourivan, ainda tem uma visão equivocada sobre a produção de soja, principalmente referente à região do Cerrado. Tal percepção ficou evidente durante a conferência internacional, que contou com a participação de ONGs de cunho ambiental, que teceram críticas à agropecuária brasileira como responsável pela degradação do meio ambiente. Esta visão, todavia, foi frontalmente combatida pelos integrantes das oito cooperativas brasileiras presentes no encontro, e também por membros do governo brasileiro.  “Ficou claro que estas ONGs vendem uma imagem distorcida e que falta ao Brasil uma campanha esclarecedora lá fora”, comentaram os diretores.

Além disso, recordam eles, a utilização da soja transgênica é outro tema polêmico abordado pelas ONGs, que exercem pressão principalmente no mercado varejista europeu.

Por isso destacam a importância da apresentação do Programa Pensar Valore durante a conferência mundial, que contou com a presença de empresas, instituições e ONGs mundiais, auxiliando na difusão de uma visão mais realista sobre a cadeia produtiva da soja. “Demonstramos como a cadeia produtiva está em constante evolução para uma produção cada vez mais sustentável”, disseram Aguilar e Dourivan.

Exemplos de sustentabilidade, pontuam, foram apresentados durante o evento como propriedades rurais brasileiras e europeias de referência, das quais uma foi visitada pelos representantes da COMIGO durante a visita a Alemanha, onde também conheceram a sede da Bayer.

Fonte: Bruno Kamogawa – COMIGO

Texto originalmente publicado em:
Comigo
Autor: Comigo

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