Produtividade de híbridos de milho em função da presença ou ausência de plantas daninhas

Autores: Lucas Link1, Cristiana Bernardi Rankrape1, Jhessica Bortolotti1, Cleiton Rezzadori1, Paulo Rabelo1, Marcielly Bressanelli1 & Joel Donazzolo2

Trabalho disponível nos Anais do Evento

O milho é muito importante para a economia brasileira, sendo exportado ou consumido internamente na alimentação humana, animal e energia, devendo ser cultivado de modo a expressar ao máximo seu potencial produtivo.

Deste modo, o experimento teve por objetivo avaliar a produtividade de oito híbridos de milho (transgênicos e convencionais) em área com controle ou não em pós emergência. O experimento foi conduzido na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Campus Dois Vizinhos, com clima Cfa e solo Latossolo Vermelho.

O delineamento experimental foi de blocos ao acaso no esquema fatorial 2×8, sendo o fator um o controle pós emergência de plantas daninhas ou a ausência de controle, e o fator dois por oito híbridos (quatro transgênicos: Agroeste 1656 PRO3, Agroeste 1555 PRO2, Pionner 2530H e Pionner 30F53YH; e seus quatro homólogos convencionais).

Antes da semeadura foi realizada a roçada da área, que foi cultivada com Avena sativa durante o inverno. Não foi utilizado fertilizante químico no cultivo. O controle pós-emergência realizou-se no estádio V4 com os herbicidas atrazina e simazina (2 kg.ia.ha-1 cada), afim de controlar Bidens pilosa, Digitaria horizontalis, Cenchrus echinatus, Commelina benghalensis e Brachiaria plantaginea. A produtividade foi mensurada, submetida à análise de variância e suas médias comparadas com o teste de Scott-Knott (p<0,05).

Houve diferença significativa na produtividade do milho quando realizada a limpa, sendo que com a área sob controle das plantas daninhas foi de 5,09 ton.ha-1 e onde não foi realizado o controle 1,93 ton.ha-1, reduzindo 62% a produtividade.

O híbrido mais produtivo foi o Agroeste 1555 PRO2 para a área limpa (7,33 ton.ha-1), contudo na área com presença de plantas daninhas foi Pionner 30F53 (4,51 ton.ha-1).

Conclui-se que a presença de plantas daninhas compromete consideravelmente a produtividade de grãos de milho, porém cada híbrido tem resposta diferenciada a esse fator, cabendo a escolha adequada para a condição de manejo.

1Acadêmicos de Agronomia na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Dois Vizinhos, PR, Brasil.

2Professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Dois Vizinhos, PR, Brasil.

Disponível em: Anais do XXX Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas, Conhecimento e Tecnologia a Serviço do Agricultor. UFSC, 2016. 813 pg.

Acesse o link dos Anais aqui.

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