Prognóstico climático para o Brasil: janeiro-fevereiro-março/2018

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Condições oceânicas recentes e tendência:

O mapa de anomalias da temperatura na superfície do mar (TSM) da primeira quinzena de dezembro mostra o predomínio de áreas com anomalias negativas em torno de -1,5°C no Oceano Pacífico Equatorial, principalmente na sua porção mais oeste. Nos últimos dois meses, essa região oceânica tem apresentado alguma oscilação, porém mantendo sempre valores de desvio em torno de -1°C, como observado no gráfico de índice diário da região 3.4 do El Niño (entre 170°W-120°W) até o dia 29 de dezembro. Tal persistência é característica de formação de La Niña, confirmando que há um episódio do fenômeno em curso desde outubro de 2017.

Para se considerar a atuação de um La Niña, o índice tem que persistir com valor negativo de pelo menos meio grau por alguns meses seguidos. A faixa de neutralidade está entre +0,5 e -0,5°C.

As anomalias negativas de TSM no Atlântico Sul próximo à costa do Rio Grande do Sul e do Uruguai ficaram mais intensas em dezembro, desfavorecendo o fluxo de umidade do oceano em direção ao continente e, consequentemente, contribuindo para uma redução
no volume total de chuvas em relação à média do mês no sul do estado gaúcho.

Fonte: Boletim Conab
Fonte: Boletim Conab

A média dos modelos de previsão de El Niño/La Niña do IRI (Research Institute for Climate and Society) apresenta maior probabilidade de ocorrência de um La Niña até início de 2018. Com base nas saídas dos modelos e nas condições térmicas observadas no Oceano Pacífico, há significativa chance de que essa La Niña seja de intensidade moderada ou fraca e de curta duração. Devido às oscilações das temperaturas na superfície do Pacífico Equatorial, esses prognósticos devem ser vistos com cautela, seguidos de acompanhamento constante das condições térmicas em outras áreas oceânicas, como no Atlântico, e das atualizações dos modelos de previsão de TSM.

Fonte: Boletim Conab

 Prognóstico climático para o período janeiro-fevereiro-março/2018

Os modelos de previsão climática indicam para a Região Sul maior probabilidade de que as chuvas ficarão dentro da faixa normal ou acima na maioria das localidades.

Para o norte do Paraná, as probabilidades indicam chuvas dentro da faixa normal ou acima.
Como ocorrido em dezembro, o início do trimestre deve apresentar baixa pluviometria no Rio Grande do Sul e em parte de Santa Catarina.

Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, o modelo do Inmet apresenta grande variabilidade espacial nas probabilidades. Há áreas com maior probabilidade de precipitação acima ou dentro da faixa normal nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Espirito Santo e norte de Minas Gerais. Há possibilidade de chuvas abaixo ou dentro da faixa normal em parte de Minas Gerais, Goiás, São Paulo e Rio de Janeiro. Porém, os desvios (positivos ou negativos) previstos pelo modelo não são muito acentuados, na maioria das localidades. Ressalta-se, ainda, que para este período a habilidade do modelo do Inmet é baixa nessas regiões.

Na Região Nordeste e no MATOPIBA, o prognóstico climático indica que pode haver considerável variação na distribuição espacial da precipitação, com maior probabilidade de chuvas dentro ou acima da faixa normal do trimestre chuvas em quase todo o Estado da Bahia e sul dos estados do Maranhão e Piauí. No norte do Nordeste, a probabilidade maior é de que os volumes acumulados fiquem dentro da faixa normal ou abaixo.

Mais detalhes sobre prognóstico e monitoramento climático podem ser vistos na opção CLIMA do menu principal do sítio do Inmet (www.inmet.gov.br).

Fonte: Boletim Conab

Fonte: Disponível no Boletim de Acompanhamento de Safra Brasileira, V. 5 – SAFRA 2017/18- N. 4 – Quarto levantamento | JANEIRO 2018

Texto originalmente publicado em:
Conab
Autor: Conab

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