SEAPI realiza coleta de amostras de trigo para monitoramento de resíduo de glifosato

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Nos dias 28 e 29/10, uma equipe composta por quatro Engenheiros Agronômos, Fiscais Estaduais Agropecuários da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Irrigação – SEAPI das regionais de Santa Rosa, Ijuí e Cruz Alta, realizaram coleta de amostras de trigo grão em seis municípios destas regiões. A atividade foi desenvolvida em convênio da SEAPI com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). As amostras foram coletadas nas propriedades rurais, no momento da colheita do produto e enviadas para o Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro-MG), com o intuito de averiguar a presença de eventuais resíduos de Glifosato e mapear a ocorrência do uso deste agrotóxico na dessecação em pré-colheita do trigo nas principais regiões produtoras deste cereal no Estado do RS.

De acordo com a FEA Gracieli Manfrin da Silva, o Glifosato, que pode ser encontrado nos grãos, é oriundo da aplicação de herbicidas a base deste princípio ativo, na dessecação do trigo em pré-colheita. Essa prática é adotada por produtores com o objetivo de uniformizar a maturação do trigo e adiantar o controle de plantas daninhas para a semeadura da cultura subsequente, que geralmente é a soja. Contudo, a FEA salienta que estes produtos a base de Glifosato não possuem registro para este fim no MAPA, órgão que regula o registro de todos os produtos agrotóxicos utilizados no Brasil.

Em 2015, através do Ato Nº 11, de 04 de fevereiro, a Coordenação-Geral de Agrotóxicos e Afins da Secretaria de Defesa Agropecuária do MAPA, aprovou a alteração das recomendações do produto Finale, cujo princípio ativo é o Glufosinato de Amônio, com a inclusão da modalidade de aplicação para dessecação em pré-colheita na cultura do trigo. Contudo, o FEA Tadeu Luis Tiecher salienta que o produtor deve tomar muito cuidado na adoção desta técnica, principalmente quanto a carência do produto agrotóxico, a qual é discriminada na bula do produto, e corresponde ao intervalo seguro entre a aplicação do produto agrotóxico e a colheita do trigo.

É válido ressaltar que, além da dessecação em pré-colheita, outras práticas como a dosagem inadequada de produtos agrotóxicos, o uso de produtos agrotóxicos sem registro para a cultura e a inobservância do período de carência destes agrotóxicos, também podem resultar na contaminação do produto final.

Fotos: Arquivo FEAs – SEAPI.

coleta de trigo com glifosato seabi

coleta de trigo camioneta

coleta de trigo seapi

 

Fonte: SEAPI

Autor:  Tadeu Luis Tiecher, Eng Agrônomo, Fiscal Estadual Agropecuário da SEAPI.

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