Sementes ao chão: Com o auxílio das chuvas, na última semana os produtores mato-grossenses iniciaram a semeadura da nova safra de soja no Estado, e com um ritmo acelerado nos trabalhos a campo, se comparado ao da última safra.

Na última sexta-feira (21/09), o Imea divulgou que 79,58 mil hectares foram semeados, representando 0,83% da área total. Para se ter uma ideia, no ano passado, nesta mesma semana, apenas 0,14% da área total já estava semeada. A justificativa são as chuvas registradas em grande parte do Estado.

Até o momento, a região mais avançada no processo é a oeste, com 1,62%, puxada principalmente pela necessidade de áreas para o cultivo do algodão em segunda safra. Para a próxima semana, conforme as chuvas ocorram gradualmente, espera-se que mais produtores coloquem as máquinas no campo, e os trabalhos devem se intensificar pouco a pouco, de acordo com a ocorrência das chuvas.

Confira os principais destaques do boletim:

• O indicador Imea de Mato Grosso encerrou com preço médio semanal de R$ 73,90/sc e desvalorização de 0,36%, devido aos recuos da CME e à taxa de câmbio corrente.

• Os novos tributos impostos pelos EUA sobre a China refletiram negativamente na CME, o contrato corrente fechou a última semana com baixa de 0,38% e cotação média de US$ 8,33/bu.

• O preço Cepea Paranaguá encerrou com valorização de 0,10% e preço médio semanal de R$ 95,95/sc. Apesar do pequeno aumento, quando comparado com o do mesmo período do ano passado, obteve um ganho de R$ 25,36/sc.

• A relação soja/farelo e óleo finalizou com recuo de 13,11% e uma margem bruta de esmagamento semanal de R$ 189,40/t, devido, sobretudo, aos recuos no preço dos subprodutos.


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DE OLHO NA CHUVA:

Com o encerramento do vazio sanitário no dia 15/09, alguns produtores já deram início à semeadura da oleaginosa no Estado, e neste momento as atenções se voltam para o fator climático. Os trabalhos a campo iniciaram quase que de maneira imediata, principalmente nas áreas irrigadas e naquelas beneficiadas pela chuva na última semana.

Para as próximas semanas, as chuvas tendem a se tornarem mais presentes no campo, no entanto, as previsões para o início do mês de outubro apontam para volumes abaixo da média histórica, principalmente para a região nordeste do Estado, conforme pode-se observar no gráfico ao lado.

Caso as previsões climáticas atuais se confirmem, a intensificação da semeadura pode “sofrer” um pouco, aumentando os riscos, além de a nova safra poder apresentar maiores desafios a campo e necessitar de maior atenção do produtor ao longo de todo o ciclo de desenvolvimento.

Fonte: IMEA

Texto originalmente publicado em:
Boletim semanal da Soja- IMEA
Autor: IMEA

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