Semeadura de soja nos EUA alcança 87% da área total estimada

0
325
Foto: Família Mugnol

O USDA divulgou a evolução da semeadura de soja para a safra norte-americana 2018/19. De acordo com a divulgação, houve um avanço de 10 p.p. na última semana, totalizando 87% de área semeada nos 18 estados, o que representa um adiantamento de 12 p.p. em relação à média das últimas cinco safras.

Cabe salientar que as áreas semeadas nos dois maiores produtores de soja do país, Iowa e
Illinois, já apresentam 93% e 94%, respectivamente, do total da área estimada. Logo, 68% das lavouras já estão emergidas, enquanto que, na média das últimas cinco safras, a emergência apresentava apenas 52%.

Apesar do adiantamento nos trabalhos de campo, cabe o monitoramento dos fatores climáticos que ainda podem afetar o avanço da semeadura e o desenvolvimento das lavouras, que são fatores determinantes para a movimentação das cotações da oleaginosa na bolsa de Chicago.

Confira os principais destaques do boletim:

• O preço da soja disponível em MT fechou em cenário positivo de 0,77%, com média de R$ 71,06/sc. Quando comparado com o mesmo período do ano passado, apresenta uma alta de R$ 18,33/sc.

• O contrato de jul/18 da CME encerrou a última semana com baixa de 1,08%, devido, sobretudo, às intervenções comerciais dos EUA ante a China.

• O preço paridade para mar/19 fechou a semana com alta de 3,06%, com preço médio de R$ 68,86/sc. O ganho se deve à elevação da taxa de câmbio.

• O dólar para jul/18 atingiu patamares recordes, com uma alta de 2,45%. A valorização se
dá devido ao atual momento do cenário interno e fatores internacionais.

NOVOS PATAMARES?

Na safra 17/18 a produtividade de soja em MT alcançou valores recordes para o Estado. Desta forma, ao analisarmos os fatores que contribuíram para alcançar tal resultado, além do clima, é claro, podemos observar um ponto interessante, a redução da participação de áreas de 1º e 2º anos de cultivo ao longo dos últimos anos.

Assim, através do teste de Pearson, percebe-se uma correlação entre as variáveis, visto que, à medida que se observa a redução da participação destas áreas, nota-se o aumento no rendimento médio do Estado nessas safras.

Por exemplo, na safra 12/13, quando a participação das áreas de 1º e 2º anos foi de 19,1%, a produtividade registrada foi de 49,83 sc/ha e, na safra 17/18, quando essa participação caiu para 1,6%, a produtividade saltou para 57,28 sc/ha.

Claro que este não foi o único fator, mas demonstra que a decisão de investir nas áreas ao invés da conversão e a “maturidade” destas áreas trouxeram bons resultados à sojicultura mato-grossense.

Fonte: Imea

Texto originalmente publicado em:
Boletim semanal da Soja- IMEA
Autor: IMEA

Nenhum comentário

Deixar um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.