Semeadura no Brasil avança após problemas climáticos

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Até o final da primeira semana de novembro, o Brasil já tinha semeado em torno de 42% da área estimada para o plantio da safra 2015/2016, em que os indicativos apontam para uma área de 33 milhões de hectares e que, de certa forma, pode-se considerar que o plantio está um pouco atrasado levando em conta que neste mesmo período do ano passado já tinha sido semeado 46% e, mais ainda, com relação aos 57% da média dos últimos cinco anos. Este retardamento está relacionado ao atraso das chuvas, principalmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste assim como também nas regiões Norte e Nordeste.

Período chuvoso, nesse período, somente na região Sul, com excessos no Rio Grande do Sul e satisfatório no Paraná. Já, bem no final de outubro e inicio de novembro, começaram a ocorrer precipitações no Centro-Oeste e Sudeste e intervalos sem chuva no Sul, que motivaram o poder decisório para o plantio pelos produtores, mas ainda com persistência de seca no Norte/Nordeste. Face a estes indicativos, iniciou-se um ritmo acelerado de plantio no Oeste e Sudeste, principalmente nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo e Minas Gerais. Enquanto no Paraná a semeadura já atinge 77% neste inicio de novembro, muito próximo da média de 79% para os últimos cinco anos para o mesmo período, os outros dois estados do Sul enfrentaram alguns problemas com excesso de chuvas e assim, o Rio Grande do Sul semeou somente 6% contra uma media quinquenal de 24% e Santa Catarina plantou 35% para uma média de 45% nos últimos cinco anos para o mesmo período.

No Centro-Oeste, em que as chuvas atrasaram, o estado do Mato Grosso plantou 60% da área prevista contra uma média dos últimos cinco anos de 79% para o mesmo período, no Mato Grosso do Sul o plantio atingiu 72% enquanto sua média para os últimos cinco anos é de 82% e por último o estado de Goiás que semeou 32% da área estimada para uma média de 63% no mesmo período. Já para os dois estados que exploram a cultura de soja na região Sudeste, temos que São Paulo semeou 35% contra uma média de 52% para os últimos cinco anos e Minas Gerais que plantou 21% da área prevista enquanto na safra anterior, que também sofreu com atraso das chuvas, somente tinha plantado 15% no período mas, como média nos últimos cinco anos, o percentual é de 33%.

E, por fim, as regiões Norte e Nordeste que sofrem com a falta de chuvas regulares estão com dificuldades para as operações de plantio de forma gradual e consistente como por exemplo na Bahia que neste período somente semeou 5% da área prevista enquanto a média dos últimos cinco anos é de 18%. Assim, com as chuvas se regularizando no Centro-Oeste e Sudeste, as operações de semeadura começam a ganhar bom ritmo nestas regiões recuperando aos poucos o atraso do plantio e, se confirmando as boas condições climáticas, há boas chances de não se verificarem perdas de produtividade, embora em alguns locais deverá ocorrer ações de replantio. Já no sul do país, a semeadura continua num ritmo regular, sendo que as maiores preocupações estariam nas regiões Norte e Nordeste com a falta de chuvas que, aparentemente, estão confirmando um comportamento de clima típico de anos em que há manifestação do fenômeno El Niño, como é o caso atual, embora as previsões são auspiciosas com relação à ocorrência de chuvas na segunda quinzena de novembro nestas regiões.

Fonte: EMATER/MG

Autor: Willy Gustavo de La Piedra Mesones

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Texto originalmente publicado em:
Emater/MG
Autor: Willy Gustavo de La Piedra Mesones

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