Soja x Buva

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Cultivar BRS Estância RR é competitiva em situações de infestação pela planta daninha

A soja é o grão mais cultivado no Brasil com estimativa de produção na safra 2017/2018 atingindo 110,4 milhões de toneladas e mantendo o país como segundo maior produtor do mundo. Para suprir as necessidades do mercado, muitos investimentos são realizados nos quase 35 mil hectares plantados para prevenir e controlar pragas, garantindo uma boa colheita.

Nos campos de soja é sempre indesejada a presença de plantas daninhas que competem por nutrientes, luz, espaço, água, etc, impactam a produtividade da planta cultivada, reduzem a qualidade dos grãos, além de atrair insetos-praga.

Pesquisadores do Rio Grande do Sul avaliaram a competição entre a cultivar de soja BRS Estância RR e buva em cinco proporções: [1] 100:0, [2] 75:25, [3] 50:50, [4] 25:75 e [5] 0:100, e com rosetas e plantas de buva com 15 cm. Foram avaliadas estatura, área foliar e matéria seca das folhas e caule.

A boa capacidade de ramificação das plantas de soja é uma vantagem em relação à buva em todo o desenvolvimento, porém, ainda assim é possível notar perdas de rendimento. Na observação do tamanho das plantas, foi possível observar redução da soja na proporção [2]; enquanto as rosetas mantiveram o tamanho e as plantas de 15 cm sofreram redução quando a proporção de soja era maior – indicando a capacidade da soja de adquirir recursos e restringir o crescimento da daninha.

O peso da soja BRS Estância RR foi aumentado nas proporções [2] e [3] quando em competição com buvas de 15 cm e rosetas, sugerindo que as plantas de soja cresceram mais, evitando assim o efeito do sombreamento pelas daninhas. Portanto, essa cultivar pode ser considerada competitiva nas condições em que o experimento foi realizado e, assim, ser uma opção interessante em áreas com infestação por buva.

Outro motivo importante para se realizar um bom manejo é que ajuda a evitar que outras pragas sejam atraídas e causem mais danos, como falamos no texto “Matando dois coelhos com uma cajadada só”, portanto, fique sempre atento.

Para saber mais:

Silva et al. (2018)

Fonte: DefesaVegetal.Net

Texto originalmente publicado em:
Defesa Vegetal
Autor: DefesaVegetal.Net

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