Tecnologia alerta produtor de algodão sobre infestação de pragas no campo

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Pragas típicas do cultivo de algodão, principalmente o bicudo, continuam prejudicando a produção agrícola, especialmente em Mato Grosso, conforme recente alerta do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), divulgado no último dia 11 de fevereiro. A instituição informa que três núcleos regionais – Centro (região de Campo Verde), Centro Leste (região de Primavera do Leste) e Sul (região de Rondonópolis) – ainda estão dentro da chamada Zona Vermelha de infestação, isto é, com índices B.A.S. (bicudo por armadilha por semana) acima de dois bicudos.

Para ajudar no monitoramento destas pragas, os cotonicultores de MT associados à Ampa (Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão) contam com o apoio, desde a safra de 2013/14, do Sistema de Alerta de Pragas Emergentes (SAP-e). O programa foi criado na época do surgimento da Helicoverpa armigera no País e hoje os produtores contam com relatórios semanais do SAP-e Mariposas e também do SAP-e Bicudo, que é uma ferramenta do projeto de Controle Efetivo do Bicudo.

De acordo com o presidente da instituição, Gustavo Piccoli, o SAP-e serve para que os produtores rurais não se descuidem de lagartas já bem conhecidas como a falsa-medideira – nome popular de C. includens. –, uma das espécies monitoradas pelo SAP-e Mariposas.

“Graças a estas ferramentas, os associados da Ampa e seus colaboradores no campo podem ter uma visão mais objetiva sobre como está o nível de pressão das principais pragas. Isto favorece o planejamento das ações de controle, preservando a vida útil das novas tecnologias, otimizando a aplicação de agroquímicos e favorecendo a adoção de ferramentas do Manejo Integrado de Pragas (MIP)”, pontua Piccoli, também agricultor do município de Sorriso (MT).

O SISTEMA

De acordo com o IMAmt, o projeto SAP-e Mariposas consiste na instalação de armadilhas (do tipo luminosa e Delta) em fazendas dos seis Núcleos Regionais de Produção de Algodão em Mato Grosso. As armadilhas são monitoradas pela equipe técnica do Instituto e os dados sobre a captura de mariposas de lepidópteros-praga pelas armadilhas (ou seja, de lepidópteros em seu estágio adulto/reprodutivo) são analisados pelos assessores técnicos regionais (ATRs) e entomologistas da instituição.
Na opinião do pesquisador do IMAmt Jacob Crosariol Netto, hoje responsável pelo SAP-e Mariposas, o Sistema de Alerta de Pragas Emergentes é uma ferramenta muito útil para o manejo correto no campo, mas o entomologista não descarta a necessidade de o cotonicultor e sua equipe nas fazendas fazerem o próprio monitoramento.
“Enfrentamos várias pragas a cada safra e o papel dos monitores de pragas é fundamental. Por isso, precisamos somar esforços e estar sempre atento às novas informações enviadas das lavouras”, diz o pesquisador.

CLIMA

Segundo o diretor executivo do IMAmt, Alvaro Salles, o clima neste início de ano tem sido um agravante no combate ao bicudo, por causa das chuvas ainda escassas, que prejudicaram o início do plantio da safra de soja, atrasando a germinação de sementes de algodoeiro que caem naturalmente ou resultam de perdas na colheita do algodão.

“Com pouca umidade, muitas sementes que estão no solo não germinam de imediato, já que a germinação total só acontece com umidade plena”, explica Salles.

Ele relata que, em muitas áreas, a soja foi plantada com pouca umidade e ainda existiam sementes de algodão sem germinar. Diante deste cenário, a germinação ocorreu em épocas diferenciadas, conforme a queda das chuvas, o que dificultou o controle das plantas involuntárias do algodoeiro.

“É difícil controlar estas plantas que o agricultor chama de ‘tiguera’, principalmente em diversas idades, pois há necessidade de se utilizarem produtos de contato que muitas vezes trazem algum prejuízo à cultura da soja pela fitotoxicidade”, ressalta Salles.

 

Fonte: SNA/RJ com informações do IMAmt e AmpaBang OlufsenBinary option withdrawalskuala lumpur shemale escortасфальт харькововtowers key midtown-miami

Texto originalmente publicado em:
SNA
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