Unidade de Referência trará ganhos de eficiência e sustentabilidade ao uso de agrotóxicos, dizem consultores

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Treinamento ‘Tecnologia de Aplicação’ foi concluído esta semana; para agrônomo, entidade reduz distância entre o campo e a pesquisa agrícola oficial

A Unidade de Referência (U.R) formou uma turma de consultores especializada em Tecnologia de Aplicação de Agrotóxicos. O curso foi dado no Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (CEA/IAC), na cidade de Jundiaí (SP). Segundo os profissionais participantes, o modelo de treinamento proposto pela U.R. irá resultar em ganhos de eficiência às lavouras brasileiras e tende a tornar mais seguras e sustentáveis as operações de aplicação de agrotóxicos.

Mantida por uma parceria entre o setor privado e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a Unidade de Referência em Tecnologia e Segurança na Aplicação de Agrotóxicos prepara instrutores para capacitar trabalhadores ao manejo de defensivos agrícolas. O treinamento Tecnologias de Aplicação, com 80 horas de aulas teóricas e práticas, contou com a presença de técnicos e engenheiros agrônomos de empresas agrícolas como Irmãos Andrade e Hasegawa.

Entre os novos consultores, o técnico agrícola Carlos Yukio Utsumomya, do grupo Hasegawa, produtor de hortaliças da cidade de Biritiba Mirim (SP), surpreendeu-se com o grau de profundidade do treinamento. “O conhecimento adquirido sobre tamanhos de gotas de pulverização, calibragem e regulagem de pulverizadores nos permitirá corrigir procedimentos e obter ganhos na relação custo-benefício do tratamento de lavouras”, resume Yukio.

Engenheiro agrônomo há 33 anos, o consultor João Roberto do Amaral Jr. trabalha há 31 anos junto ao grupo Andrade, que produz batata, cebola, tomate e grãos em propriedades situadas nas cidades paulistas de Monte Mor e Sumaré e nas mineiras Sacramento e Uberaba. Para ele, o engajamento da U.R. para provocar mudanças de comportamento nas lavouras ampliará, no médio prazo, conhecimentos sobre aplicação de agrotóxicos no País.

“A segurança não passa unicamente pelo EPI – equipamento de proteção individual -, temos de estudar mudanças envolvendo variáveis que vão de bicos e pontas pulverizadoras até alvos químicos e biológicos dos tratamentos, por exemplo. Percebo que o trabalho da Unidade de Referência ajuda a encurtar o distanciamento entre a pesquisa agrícola oficial e o campo, uma das dificuldades da agricultura brasileira nos dias de hoje”, enfatiza Amaral Jr.

Atuante no Estado do Maranhão, a engenheira agrônoma Rita de Cássia Neiva Cunha destacou que a abordagem da U.R. no tocante a recursos de agricultura de precisão, entre outros incorporados à pulverização de lavouras, irá produzir mudanças no trabalho que ela realiza. “O conhecimento dessas tecnologias passa a fazer muita diferença. Face a tantas inovações, se eu não usar corretamente a tecnologia de que disponho não terei sucesso nos tratamentos”, observa ela.

O pesquisador científico do CEA/IAC e coordenador da Unidade de Referência em Tecnologia e Segurança na Aplicação de Agrotóxicos, Hamilton Ramos, avalia que o compartilhamento de informação de qualidade no meio rural é a estratégia mais indicada para elevar a eficácia e a segurança de tratamentos voltados ao controle de pragas, doenças e plantas daninhas. “O resultado do trabalho da U.R. jamais será medido pelo número de pessoas treinadas, mas pela qualidade dos treinamentos”, assinala o cientista.

Sócio fundador da empresa Herbicat Tecnologia de Aplicação e instrutor convidado da Unidade de Referência, o engenheiro agrônomo Luís Cesar Pio convoca os novos consultores formados para difundir no campo fundamentos centrais da área de tecnologia de aplicação. “Precisamos identificar pessoas que estejam dispostas a aprender e a compartilhar conhecimento sobre fazer o que é certo. Temos de trabalhar forte para melhorar a qualificação profissional desses trabalhadores, pois a deficiência ainda é enorme”, enfatiza Pio.

O CEA/IAC estima que entre 25 milhões e 30 milhões de pessoas trabalham atualmente no agronegócio. Desse montante, em torno de 4,5 milhões são analfabetos, 12 milhões atuam como temporários e 85% exercem suas funções em pequenas propriedades.

O próximo curso da U.R., com ênfase na Norma Regulamentadora 31.8. (N.R. 31.8) acontece no período de 6 a 10 de novembro próximo e 4 a 8/12. As inscrições estão abertas, para turmas limitadas a 15 participantes, no site www.unidadedereferencia.com.br.

Fonte: Assessoria de Imprensa Unidade de Referência em Tecnologia e Seg. Agrotóxicos

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