Uso do calcário chama a atenção para desperdício da água da chuva

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Difundir a prática da correção da acidez de solo, a chamada “calagem”, também pode ser traduzida como uma forma de preservar o meio ambiente. Pelo menos dois sindicatos estaduais ligados à Abracal, em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, integram ações com esses objetivos.

As metas, nas ações, são a preservação do solo e da água, além do debate para os temas apontados pela sociedade.

O Sindicato da Indústria de Calcário no Rio Grande do Sul (Sindicalc) aponta que 3 milhões de toneladas do produto são consumidas por ano no estado, cujo forte é a cultura da soja. Porém, há espaço para dobrar o consumo, corrigindo acidez do solo, além de ampliar em aproximadamente 10 sacas a produtividade por hectare.

Para Roberto Zamberlan, presidente do Sindicalc, falta informação. “O cálcio e o magnésio são nutrientes importantes fornecidos pelo calcário”, disse ele.

A Emater, empresa de extensão rural no estado, estima que 75% do volume das águas das chuvas deixam de ser aproveitados. ”A mudança no manejo do solo faria a produtividade crescer 30%”, estimou Zamberlan.

O cenário levou o Sindicalc a fazer parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura. Um concurso apontou boas práticas de conservação de solo e água. Com etapas regionais, premiou produtores rurais e técnicos agrícolas. Notícias sobre o tema também receberam menção.

A mensagem passada na ação, que durou 7 meses, foi: “quem é líder na conservação de solo usa calcário”. A cidade de 3 de Maio, no Noroeste gaúcho, sediou a final do concurso, ocorrida em dezembro, durante encontro gaúcho sobre a conservação de solo.

Cerca de 600 pessoas participaram. A propriedade vencedora, localizada na mesma cidade, tem administração familiar. As práticas permitiram a diversificação – em 280 hectares, há soja, milho, peixes, bois e galinhas. “O agricultor deixa de depender economicamente das culturas sazonais”, falou Zamberlan.

Um dos prêmios será um carregamento de calcário, doado pelos associados do Sindicalc.

Minas Gerais 

A série “Diálogos” faz o o governo de Minas Gerais buscar junto à sociedade sugestões sobre temas ambientais. O Sindicato das Indústrias de Adubos e Corretivos Agrícolas do Estado de Minas Gerais (Sindac-MG) divulga entre os associados a Resolução SEMAD nº 2565, de 12 de dezembro de 2017, que instituiu o programa “Diálogos com o SISEMA”.

A resolução cria um calendário de reuniões periódicas, abertas ao público em geral, para apresentação e discussão de temas ambientais de interesse comum. A primeira reunião será no dia 2 de fevereiro próximo.

A pauta será divulgada 15 dias antes de cada encontro mensal. Entidades poderão opinar sobre os temas em debate.

Confira o informativo do Sindac Minas Gerais – clique aqui.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Abracal

Texto originalmente publicado em:
Abracal
Autor: Assessoria de Imprensa - Abracal

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