A comercialização da pluma de algodão em MT para a safra 17/18 avançou apenas 0,13 p.p. neste mês de janeiro, alcançando 90,34% do total da produção estimada. Com isso, a comercialização da safra ficou 4,48 p.p. atrás em comparação ao mesmo período da safra 16/17.

O menor volume negociado se deu, principalmente, pela baixa procura por lotes no mercado disponível. Por outro lado, o preço médio negociado avançou 0,32%, finalizando o mês com média de R$ 101,01/@.

Já em relação à safra 18/19, a comercialização de pluma apresentou um avanço mensal de apenas 0,13 p.p., alcançando 66,70% da produção, a um preço médio de R$ 99,47/@, tendo em vista que o mercado futuro do algodão andou de lado em janeiro.

Dessa forma, a comercialização da safra ficou 1,39 p.p. atrás do que foi visto ano passado. Esse cenário vem ao encontro da desvalorização do basis futuro e das cotações de NY, deixando assim os preços menos atrativos para vendas de novos lotes em MT.

Confira os principais destaques do boletim: 

• Após algumas semanas em queda, o preço Cepea apresentou leve aumento de 0,15%, sendo cotado a uma média de R$ 294,47/lp.

• Influenciada pela desvalorização no dólar e nas cotações da ICE/NY, a paridade de exportação registrou queda de 1,77% para jul/19 e 0,28% para dez/19.



• Pautado pelas negociações na reforma da previdência, aliado as incertezas nos embates comerciais entre a China e os EUA, o dólar desvalorizou 0,14%, sendo cotado a uma média de R$ 3,70/US$.

• Chegando perto do seu fim, a semeadura do algodão para a safra 18/19 em MT registrou um avanço semanal de 7,73 p.p., alcançando 98,51% da área estimada para a cotonicultura no Estado.

De olho no exterior:

O Mdic divulgou as exportações do algodão no Brasil para jan/19. Assim, o país escoou um volume de 108,8 mil toneladas da pluma, um aumento de 37,58% em relação a jan/18. Além disso, os embarques com destino à China elevaram-se em 35,4 mil toneladas no mesmo período.

O Estado de MT, por sua vez, foi responsável por 57,84% das exportações brasileiras, correspondendo a 63,0 mil toneladas em jan/19, e também elevou os seus volumes escoados com destino ao país asiático, exibindo crescimento de 20,2 mil toneladas, comparando-se com jan/18.

O crescimento nas exportações para a gigante têxtil durante os últimos meses é pautado, principalmente, pela guerra comercial entre o país asiático e os EUA, aliado ao aumento na demanda chinesa por pluma de algodão.

Assim, visto que, as importações chinesas da fibra voltaram-se, em grande parte, para a pluma brasileira esse cenário pode proporcionar para o Brasil oportunidades no mercado consumidor chinês.

Fonte: Imea

Texto originalmente publicado em:
Imea
Autor: IMEA

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