A resistência é um processo de evolução da praga em busca de sua sobrevivência. Na natureza, as evoluções já ocorreriam de qualquer forma, pois qualquer ser vivo evolui em busca de sua sobrevivência. Essa é a lei mais básica da natureza.

Assim, a cada ciclo da praga, ocorrem mutações que conferem adaptação ao ambiente hostil para a praga. Quanto mais ciclos da praga, maior é a possibilidade de que ocorra a adaptação da espécie praga. Nos sistemas de cultivo agrícola há um agravante adicional: as pragas, além da própria seleção natural, enfrentam a pressão do controle efetuado pelo ser humano. o que para nós é um controle, para as pragas é uma ameaça à sobrevivência da espécie. E para sobreviver elas evoluem. Cada aplicação de defensivos seleciona indivíduos resistentes. A sobrevivência desses indivíduos para o próximo ano depende do custo adaptativo, que pode ser nulo em algumas situações. Reduzir a pressão de seleção desses novos indivíduos é de extrema importância, a fim de se minimizar a seleção de pragas resistentes, que em maior ou menor frequência ocorrerão nas próximas safras, em função do custo adaptativo.

Por isso é importante reduzir a janela de semeadura, uma vez que em qualquer área plantada com soja no Brasil, atualmente, se faz uso de defensivos. Qualquer pequena área plantada fora da janela é capaz de manter as pragas vivas e perpetuar as possíveis pragas resistentes que causarão prejuízos às lavouras. É fundamental evitar a ponte verde, principalmente quando esta é composta por áreas de sementes, as quais exigem múltiplas aplicações de defensivos (maior que em áreas comerciais de grãos) em função do alto valor agregado ao produto final, aumentando ainda mais os riscos de evolução da resistência.


Leia mais sobre a diferença da redução de janela de semeadura e vazio sanitário aqui.


Este post faz parte de documento elaborado pela Andef, Sindiveg, AgroBio Brasil CIB, Abrass, Abrasem, Braspov, Fundação MT, Consórcio Anti Ferrugem e CESB, com apoio do FRAC, IRAC e HRAC. Acesse o documento completo aqui.

Se você concorda com a posição destas instituições, acesse e confira o Manifesto em favor da sustentabilidade de sojicultura Brasileira aqui.

Confira a posição dos pesquisadores Ricardo Balardin e Fernando Juliatti.

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