Tendo em vista o custo representado pela adubação mineral no custeio da lavoura, e da sua responsabilidade frente aos rendimentos, aplicar a quantidade certa, da forma certa e no momento certo são medidas indispensáveis para otimização de despesas e ganhos produtivos.

Adubar corretamente não significa apenas adubar em maior quantidade, significa agir de acordo com a análise de solo e a produtividade pretendida para cultura, caso contrário a introdução em proporções maiores do que necessárias pode levar a uma acidificação dos solos, vale frisar que o solo agrícola tem uma tendência natural para acidificar, portanto decisões errôneas de adubação podem contribuir para este processo.

Um solo bem nutrido muitas vezes é sinônimo de produtividade, mas para que o solo receba a adubação que precisa, existe um fator primordial que condiciona e assegura a absorção destes nutrientes pela planta, este fator é o pH do solo.



Quando se fala em nutrição de plantas a disponibilidade de Nitrogenio (N), Fósforo (P), Potássio (K) – macronutrientes principais, Cálcio (Ca), Magnésio (Mg) e Enxofre (S) – macronutrientes secundários, são premissas básicas para desenvolvimento de inúmeras culturas de interesse agrícola. E dada a importância de cada um, o fator solubilidade é guiado pelo pH, onde os mais solúveis  tendem a estar mais disponíveis para planta em solos com pH mais próximos a neutralidade (pH entre 6,0 – 6,5). Quando submetidos a um solo acido ficam indisponíveis e inviabilizam o aproveitamento pela planta.

Disponibilidade de nutrientes versus pH do solo

Fonte: Valter Casarin – IPNI

Falando em pH, o produtor tem um importante aliado, o calcário, este além de elevar o pH do solo, contribui para uma série de mudanças químicas como:

  • Interferir nas quantidades de alumínio (Al) tóxico, o Al em altas concentrações inibe o crescimento das raízes, com conseqüências negativas na absorção de água e de nutrientes;
  • Aumentar a capacidade de troca de cátions (CTC) e, por isso, diminui a lixiviação de cátions;
  • Tornar disponível nutrientes como nitrogênio, cálcio, fósforo, enxofre, molibdênio.

O Engenheiro Agrônomo Paulo Roberto Ernani (UFRGS) ainda ressalta sobre o uso do calcário: “Se o calcário for dolomítico, ele também aumenta a disponibilidade de Mg às plantas; se for de origem calcítica, ele pode até diminuir a disponibilidade de magnésio, dependendo do teor desse no solo. Portanto, quando se pretende elevar o pH do solo, calcário é o produto a ser utilizado”. Leia mais considerações sobre o uso de calcário, feitas pelo Engenheiro Agrônomo Paulo acessando aqui.


“Lembre-se: A adubação começa com a análise do solo, continua com a calagem e termina com a aplicação do adubo adequado.” (ANDA)


Em trabalho da Embrapa e ABRACAL, dados sobre pH do solo e eficiência de nutrientes pode ser conferido abaixo:

Fonte: Embrapa e ABRACAL, disponível no Portal da ABRACAL


Leia mais: Vale a pena a aplicação de altas doses de calcário?


 

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