Agricultores do Noroeste do Paraná conhecem as ações e os benefícios do Prosolo

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O Governo do Estado realizou nesta quarta-feira (10), na Expoingá, em Maringá (Noroeste), o primeiro encontro regional com produtores rurais para divulgar o Programa Integrado de Conservação de Solo e Água do Paraná – Prosolo. Um dos objetivos do programa é recuperar áreas com erosão, problema que voltou a aparecer com força nas propriedades nos últimos anos. Segundo dados da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, 30% das propriedades paranaenses sofrem com o processo de erosão nos mais diversos níveis.

A adesão do produtor ao Prosolo é voluntária. Decreto do Governo do Estado prevê vantagens ao proprietário que aderir ao programa. O prazo de adesão vai até o fim do mês de agosto e, para agilizar a divulgação das ações do programa, serão realizados sete encontros regionais com produtores. Depois de Maringá, os encontros acontecem dia 23 de maio, em Carambeí; dia 30, em Guarapuava (manhã) e em Pato Branco (tarde); dia 31, em Cascavel (manhã) e Umuarama (tarde) e 5 de junho em Apucarana.

No encontro em Maringá, o Secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, presidente do conselho consultivo do Prosolo, disse que é grande o desafio. “ O sucesso da agricultura paranaense pode estar em risco, se práticas conservacionistas não forem adotadas no curto prazo. Por isso nossa preocupação e empenho coletivo neste trabalho”, destacou. “Não queremos simplesmente aplicar a lei de uso de solos, mas dar condições ao agricultor de recuperar e preservar sua propriedade”.

VANTAGENS PARA O PRODUTOR – O programa tem quatro eixos de atuação: conscientização dos produtores, capacitação de técnicos, pesquisa aplicada e atualização da legislação. Segundo Débora Grimm, coordenadora executiva do Prosolo, há inúmeras vantagens para o agricultor.

“ O programa oferece suporte técnico para os que desejam melhorar a qualidade do solo e água em sua propriedade, além de corrigir problemas que já estejam ocorrendo. Para isso estão ocorrendo treinamento de técnicos e também de produtores que tenham interesse”, disse ela.

Outra vantagem será a utilização dos resultados de pesquisas científicas aplicadas, trabalho que envolve 11 universidades, três fundações e instituições de pesquisa e que começam a ser realizadas. Estes resultados serão disponibilizados ao produtor.

CAPACITAÇÃO – A capacitação dos técnicos começou tão logo o programa foi lançado em agosto de 2016, e atualmente 334 profissionais estão em processo de formação. A meta é que em dois anos o programa capacite 2 mil técnicos para auxiliar os produtores paranaenses a elaborar projetos de conservação.

“Depois de aderir ao Prosolo, o produtor terá prazo de um ano para apresentar junto a Emater o projeto de recuperação de solo na sua propriedade. Terá ainda mais três anos para executar o projeto”, explica Débora Grimm, O produtor interessado em aderir deve procurar o escritório da Emater mais próximo e preencher o termo de adesão

BOAS PRÁTICAS – O Prosolo é uma iniciativa do Governo do Estado, com o apoio de diversas entidades, entre elas a Federação da Agricultura do Paraná. Segundo o presidente da entidade, Ágide Meneguette, além da sustentabilidade econômica e ambiental, é preciso destacar que o produtor que adota boas práticas de conservação também ganha na produtividade.

“Um solo bem cuidado produz mais. Esse programa será uma alavanca da produtividade”, afirma ele. O programa tem a participação de quase 20 entidades e o envolvimento do produtor e toda a comunidade é fundamental para implementar as ações, de acordo com a necessidade de cada comunidade, completa.

PRESERVAÇÃO – Com boas práticas e manejo adequado, será possível a preservação e recomposição do meio ambiente na área rural, colocando o produtor rural como um prestador de serviços ambientais à sociedade. A ampliação, disponibilidade e a qualidade de água potável a partir de menor assoreamento dos rios e bacias hidrográficas é outra meta a ser alcançada, assim como a melhoria da conservação das estradas rurais, buscando atingir menor custo de manutenção.

O programa prevê, ainda, colaborar na definição de critérios técnicos para determinar o espaçamento e dimensão de terraços, assim como manejo, clima e culturas regionais a serem plantadas. “ É importante avaliar alternativas de diferentes rotações regionais considerando a cobertura de solo e o manejo de resíduos culturais, para o melhor desempenho das lavouras”, explica Débora Grimm.

Fonte: Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná

Texto originalmente publicado em:
Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná
Autor: Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná

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