Quem vive no campo certamente já ouviu dizer que 50% do sucesso de uma safra está relacionado a qualidade do plantio. Quando se trata de milho então, a ação precisa ser realizada com muito mais critério. Isso porque, cada híbrido possui uma população ideal que, quando combinada com boas práticas de manejo, pode refletir em ganhos expressivos de produtividade. Por isso, nunca é demais lembrar alguns cuidados que devem e precisam ser tomados, seja na substituição e manutenção de equipamentos ou na operação de máquinas e implementos.

Essas e outras questões foram discutidas no Encontro de Inverno deste ano, onde uma estação foi preparada especialmente para mostrar aos cooperados o quanto se ganha e também se perde, com a adoção ou não de atitudes simples e baratas no momento de “jogar” a semente no solo. “Abordamos aqui o sistema de quatro tipos de velocidade do trator, sendo quatro, seis, oito e dez quilômetros por hora, deixando bem claro para o produtor que o momento do plantio é essencial, uma vez que, o sucesso da safra começa naquele momento.

A velocidade do maquinário é um aspecto que tem influência direta na emergência da semente e isso precisa ser levado em consideração”, aponta o engenheiro agrônomo Guilherme da Silva Francicani, da Coamo em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná). E ele vai além: “Isso não é tudo. Existem inúmeros fatores que influenciam na qualidade do plantio, como, o uso de discos e anéis corretos, tratamento de sementes, a regulagem da plantadeira, entre outros detalhes que auxiliam para uma plantabilidade adequada”, alerta o técnico.


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A pressa, conforme Francicani, é o pior inimigo do produtor durante o plantio. Ele explica que quanto maior a velocidade do trator, menor será a qualidade na operação. “Se aumenta a velocidade, agrava e muito o estande final de população de plantas, o que afeta a produtividade final da lavoura”, esclarece o agrônomo. No experimento apresentado aos cooperados foram constatadas perdas entre 3 e 19% por ocorrência de sementes duplas, mal distribuídas na linha.

Outro aspecto abordado na estação, além da população de plantas, foi a profundidade adequada, com um bom contato solo-semente e bem distribuídas na linha de plantio. Dados que chamaram a atenção dos participantes, de acordo com o técnico da Coamo. “Tivemos vários questionamentos porque os cooperados perceberam que isso acontece muitas vezes nas lavouras deles. Deixamos bem claro que a melhor velocidade para um perfeito plantio varia entre quatro e seis quilômetros por hora, no máximo”, finaliza.

Texto originalmente publicado em:
COAMO - Cooperativa Agroindustrial
Autor: COAMO - Cooperativa Agroindustrial

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