O milho vem experimentando sucessivos avanços tecnológicos ao longo do tempo. Desde o advento de tecnologias revolucionárias, como uso de hibridação no início do século passado, até a incorporação de ferramentas de biotecnologia, adotadas nos últimos anos, o que fez com que o potencial genético da cultura tenha aumentado drasticamente. Os ganhos de produtividade observados nos últimos anos têm relação direta com o desenvolvimento de materiais cada vez mais produtivos e com a adoção de práticas agronômicas eficientes.

“Para se alcançar altos rendimentos é necessário que os agricultores dediquem atenção suficiente aos fatores de construção da produtividade. Alta produtividade não é algo que se alcança em uma única safra. É uma meta que se atinge gradualmente, ao longo dos anos, e por meio de ações que busquem, principalmente, melhorias do ambiente produtivo”, explica José Carlos Cruz, da área de Fitotecnia da Embrapa Milho e Sorgo. Segundo ele, áreas de alta produtividade têm em comum o manejo que prioriza a produção de material orgânico, promovendo maior teor de matéria orgânica e boa qualidade operacional em todas as atividades.


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Entre essas recomendações, resultados de pesquisa indicam tanto o aprimoramento das condições do solo (aumento da matéria orgânica e da fertilidade, além das suas propriedades físicas e biológicas) como da forma de conduzir as operações de campo (tempo oportuno, máquinas e equipamentos adequados, precisão da agricultura, insumos de alta qualidade utilizados de forma racional e balanceada) e também a gerência adequada do processo como um todo.

José destaca os seguintes pontos como fundamentais para um bom rendimento na cultura do milho:

  • Sistema de Plantio Direto;
  • Fertilidade do solo, exigências nutricionais e adubação;
  • Genética e qualidade da semente;
  • Manejo cultural;
  • Época de plantio;
  • Espaçamento e densidade de semeadura;
  • Manejo integrado de pragas;
  • Agricultura de precisão;
  • Fatores edafoclimáticos;
  • Gestão da implantação de melhorias.

Pensando nisso, na terceira temporada do Dicas Mais Soja, o Dr. e pesquisador Elmar Floss, do Instituto Incia comentou sobre os fatores e processos envolvidos na busca de altos rendimentos na cultura do milho.



De acordo com o pesquisador, os principais pontos destacados que deve-se atentar são os seguintes:

  • Termos um solo em condições adequadas, com boas propriedades físicas, descompactado, com boa permeabilidade para permitir um bom desenvolvimento do sistema radicular, com uma capacidade maior de armazenamento de água nos microporos e de ar nos macroporos e segundo o pesquisador, é evidente que a formação de um solo com tais características depende de uma boa cobertura, com consórcio de diferentes espécies para chegar a esses resultados;
  • Utilizar os melhores híbridos, com melhor potencial de rendimento, com boa adaptação climática à sua região no que diz respeito ao clima e ao solo e a época de semeadura garantindo maior estabilidade de produção;
  • Utilizar sementes de qualidade, tratadas corretamente com inseticidas e fungicidas;
  • Fazer uma nutrição adequada, pensando sempre que a quantidade de nutrientes que a cultura necessita depende da produtividade, que são os nutrientes totais extraídos ou os nutrientes exportados com a produção.
  • Tratos culturais rigorosos, com uma lavoura com uma boa população de plantas produtivas, ou seja, que todas as plantas tenham uma espiga, sem a presença de plantas dominantes ou dominadas, com adequada implantação em profundidade e na horizontal, com boa distribuição;
  • Rigoroso controle sanitário, sem a ocorrência de plantas daninhas, pragas e doenças interferindo na lavoura.

Para ouvir a conversa do pesquisador com o Mais Soja, assista o vídeo abaixo.



Elaboração: Engenheira Agrônoma Andréia Procedi – Equipe Mais Soja.

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