Ameaças fitossanitárias: controle de Ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi), resultados dos ensaios de rede da safra 14/15

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A ferrugem-asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é uma das doenças mais severas que incide na cultura da soja, com danos variando entre 30 a 90%, em função do estádio em que afeta as plantas e do nível de severidade, o qual está relacionado principalmente à suscetibilidade da cultivar e das condições climáticas.

Desde a safra 2003/04, ensaios em rede e cooperativos vêm sendo realizados para a comparação da eficiência de fungicidas registrados e em fase de registro. Além da comparação de eficiência, os ensaios em rede e cooperativos vêm sendo utilizados para monitoramento da sensibilidade do fungo nas diferentes regiões. Para atender esse objetivo, ingredientes ativos isolados têm sido incluídos no protocolo dos ensaios. O objetivo deste trabalho é apresentar os resultados sumarizados dos ensaios cooperativos, realizados na safra 2014/15, para o controle da ferrugem-asiática da soja.

Na safra 14/15 os experimentos foram instalados em 31 locais, abrangendo todo pais. Na tabela abaixo os locais de condução dos experimentos para avaliação do controle de ferrugem asiática: (clique na imagem para ampliar)

Fonte: Circular Técnica 101, elaborada por Godoy et al, 2015.
Fonte: Circular Técnica 111, elaborada por Godoy et al, 2015.

Na safra 14/15, os tratamentos avaliados nos locais acima foram:(clique na imagem para ampliar)

Fonte: Circular Técnica 11, Eficiência de fungicidas para o controle da ferrugem-asiática da soja, Phakopsora pachyrhizi, na safra 2014/15: resultados sumarizados dos ensaios cooperativos. Elaborada por Godoy, 2015.
Fonte: Circular Técnica 11, Eficiência de fungicidas para o controle da ferrugem-asiática da soja, Phakopsora pachyrhizi, na safra 2014/15: resultados sumarizados dos ensaios cooperativos. Elaborada por Godoy, 2015.

Os resultados sumarizados podem ser visualizados na tabela abaixo:(clique na imagem para ampliar)

Fonte: Circular Técnica 11, Eficiência de fungicidas para o controle da ferrugem-asiática da soja, Phakopsora pachyrhizi, na safra 2014/15: resultados sumarizados dos ensaios cooperativos. Elaborada por Godoy, 2015.
Fonte: Circular Técnica 11, Eficiência de fungicidas para o controle da ferrugem-asiática da soja, Phakopsora pachyrhizi, na safra 2014/15: resultados sumarizados dos ensaios cooperativos. Elaborada por Godoy, 2015.

De acordo com a Circular Técnica 111, que apresenta os resultados sumarizados, todos os tratamentos apresentaram severidade estatisticamente inferior à testemunha sem controle (T1).

As menores severidades e as maiores porcentagens de controle foram observadas para o tratamento com azoxistrobina + benzovindiflupir (T10, 82%), seguido do tratamento bixafen + protioconazol + trifloxistrobina (T15, 76%) e trifloxistrobina + protioconazol (T7, 74%).

O tratamento com tebuconazol (T2) apresentou a menor porcentagem de controle (18%).

A porcentagem de controle observada para o tratamento azoxistrobina + benzovindiflupir (T10, 82%) foi semelhante aos valores observados nas safras 2012/13 (84%) e 2013/14 (85%) (GODOY et al., 2013, 2014). O tratamento com azoxistrobina (T4, 22%) apresentou baixa eficiência de controle, semelhante à safra 2013/14 (16%) (GODOY et al., 2014).

As maiores produtividades foram observadas para os tratamentos com azoxistrobina + benzovindiflupir (T10) e bixafen + protioconazol + trifloxistrobina (T15), seguidos dos tratamentos com trifloxistrobina + protioconazol (T7) e piraclostrobina + epoxiconazol + fluxapiroxad (T14) (Tabela 3).

A menor produtividade foi observada para o tratamento testemunha, que se diferenciou estatisticamente de todos os tratamentos com fungicidas, com 40% de redução de produtividade. A correlação (r) entre as variáveis severidade e produtividade foi de -0,98.

Ao finalizar a publicação os autores destacam que o protocolo dos ensaios cooperativos determina aplicações sequenciais para comparação dos fungicidas. No entanto, para o manejo da doença devem ser seguidas as estratégias antirresistência que incluem não utilizar mais que duas aplicações do mesmo produto em sequência e deve-se utilizar no máximo duas aplicações de produtos contendo SDHI por cultivo. Os fungicidas tebuconazol (DMI – T2), ciproconazol (DMI – T3) e azoxistrobina (QoI – T4), incluídos para monitorar a sensibilidade do fungo aos DMIs e QoIs, nas diferentes regiões mostraram baixa eficiência de controle.

Também destacam que somente misturas comerciais formadas por dois ou mais fungicidas com modo de ação distintos têm sido recomendadas para todas as regiões do Brasil a partir da safra 2008/09. A baixa eficiência de controle dos ativos isolados reforça essa orientação.

Os fungicidas representam uma das ferramentas de  manejo, devendo também ser adotadas as demais estratégias para o controle eficiente da ferrugem.

Devido a importância deste tema e os danos potencias causados pela ocorrência do fungo, assim como pela performance distinta entre os diferentes fungicidas disponibilizados a Equipe Mais Soja recomenda a leitura da Circular Técnica 111 na íntegra. Também parabenizamos e agradecemos todos os pesquisadores envolvidos e todas as empresas que apoiam esta importante contribuição ao manejo fitossanitário da soja brasileira, pois apenas com uma rede estruturada pode-se produzir resultados sólidos em diferentes locais do país.

Para acessar a publicação clique aqui.

 Fonte: Circular técnica 111 – Eficiência de fungicidas para o controle da ferrugem-asiática da soja, Phakopsora pachyrhizi, na safra 2014/15: resultados sumarizados dos ensaios cooperativos

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Texto originalmente publicado em:
EMBRAPA
Autor: Godoy et al, 2015

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