Na Região Centro-Oeste, as chuvas de dezembro foram um pouco inferiores às de novembro, porém relativamente bem distribuídas em praticamente toda a sua extensão, com volumes acumulados predominantemente entre 100 e 250 mm, ficando em torno da média histórica na maioria das localidades. Contudo, no sudoeste do Mato Grosso do Sul, as condições meteorológicas, com falta de chuva e temperaturas elevadas, foram desfavoráveis à agricultura, principalmente as culturas que estavam em períodos de floração ou frutificação. Em Ponta Porã, por exemplo, o acumulado do mês foi inferior a 50% da média histórica, enquanto a temperatura máxima ficou acima dos 30 °C na maioria dos dias.

A Região Sudeste apresentou totais predominantemente entre 90 e 250 mm, com maiores concentrações em Minas Gerais. Porém em contraste com as outras localidades da região, o oeste de são Paulo houve deficiência hídrica por ocasião da irregularidade da precipitação, como observado nas estações meteorológicas do Inmet abaixo de 90 mm, enquanto a faixa normal para o período é entre 170 e 200 mm.

Na Região Sul, o saldo acumulado da precipitação em dezembro apresentou forte contraste na sua distribuição espacial. Enquanto no Rio Grande do Sul e Santa Catariana os volumes ficaram na faixa entre 150 e 250 mm; no Paraná, os totais registrados no mesmo período ficaram predominantemente abaixo dos 120 mm. No oeste do estado o deficit de chuvas foi ainda mais acentuado, com totais observados abaixo de 50% da média em algumas estações meteorológicas do Inmet na região.

Na região agrícola do Matopiba, as chuvas em dezembro ficaram próximas ou acima da média na maioria das localidades, com totais na faixa entre 120 e 300 mm. Contudo, ao longo do mês, a frequência da precipitação foi irregular em grande parte da região, principalmente a mesorregião Sudoeste Piauiense, onde as chuvas foram mais concentradas na primeira quinzena do mês.

Condições oceânicas recentes e tendência

O mapa de anomalias da temperatura na superfície do mar (TSM) de dezembro mostra que a área do Pacífico Equatorial continuou coberta por anomalias positivas, mantendo a condição de El Niño. Essa condição também é percebida no gráfico diário de índice de El Niño/La Niña até o dia 28 de dezembro. Observa-se que nesse período, o Pacífico Equatorial na área 3.4 (entre 170°W-120°W) manteve-se com um padrão médio com desvios positivos acima de 0,5 °C nos últimos quinze dias.

A faixa de neutralidade está em entre -0,5°C e +0,5°C de desvio de TSM nas áreas de El Niño.

A média dos modelos de previsão de El Niño/La Niña do IRI (Research Institute for Climate and Society) apresenta uma probabilidade de mais de 90% de que temos um El Niño em curso e que pode persistir até o final do inverno austral de 2019.

Prognóstico climático para o Brasil – janeiro-fevereiro-março/2019

Para a Região Sul, as previsões climáticas apontam para uma tendência de chuvas acima ou próximas à média, porém com probabilidade oposta no oeste de Santa Cataria e algumas áreas do Paraná, como se observa no mapa de probabilidades do modelo estatístico do Inmet.

Nas Regiões Centro-Oeste e Sudeste, a previsão, de modo geral, apresenta uma tendência de chuvas dentro da faixa normal ou acima na maioria dos estados dessas regiões. No sul do Mato Grosso e parte de São Paulo há uma tendência oposta, ou seja, maior probabilidade de chuvas abaixo da média em algumas localidades.

Na região do Matopiba, o prognóstico climático indica um predomínio de maior probabilidade de chuvas dentro da faixa normal ou acima na maioria das localidades.

No Nordeste há uma probabilidade maior de que os volumes acumulados fiquem dentro da faixa normal ou abaixo no norte da região, incluindo parte do semiárido. Contudo há significativa probabilidade de ocorrer anomalias positivas de chuva no centro-sul da região. Os maiores volumes podem ficar mais concentradas no início do trimestre, pois, como o avanço do El niño, as chances de chuvas mais irregulares tendem a aumentar no centro-norte da Região.

Mais detalhes sobre prognóstico e monitoramento climático podem ser vistos na opção CLIMA do menu principal do site do Inmet. Também para conferir o boletim complico clique aqui e confira.

Fonte: Conab – Companhia Nacional de Abastecimento

Texto originalmente publicado em:
Conab
Autor: Conab - Companhia Nacional de Abastecimento

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