Aplicação de micronutrientes via solo e foliar na cultura da soja

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O objetivo deste trabalho foi avaliar o fornecimento de micronutrientes via solo e via foliar na cultura soja

Autores: Éder Junior de Oliveira Zampar1, Rodrigo Sakurada L.1, Evandro Antonio Minato1, Marcos Renan Beses1, Eunápio José Oliveira Costa1, Antônio Feijo de Goes Neto1, Tadeu Takeyoshi Inoue1, Marcelo Augusto Batista1

Resumo

Os micronutrientes são elementos exigidos pelas plantas em pequenas quantidades e são essenciais para seu desenvolvimento. Sua disponibilidade às plantas é influenciada por características do solo, como textura e mineralogia, teor de matéria orgânica, pH, condições de oxi-redução e interação entre nutrientes. Dessa forma, compreender a dinâmica desses nutrientes no solo bem como definição de doses e estratégias de fornecimento adequadas às condições locais são passos fundamentais para o uso eficiente desses insumos. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho foi avaliar o fornecimento de micronutrientes via solo e via foliar na cultura soja.

O experimento foi realizado no município de Paiçandu – PR, em um Latossolo Vermelho distroférrico. Utilizou-se o delineamento de blocos casualizados, com 6 tratamentos e 5 repetições.

Os tratamentos foram:

(T1) Formulado 1 + Foliar 1;

(T2) Formulado 1 + Formulado 2 + Foliar 1;

(T3) Formulado 1 + Foliar 1+ Foliar 2;

(T4) Formulado 1 + Foliar 1+ Foliar 2+ Foliar 3;

(T5) Formulado 1 + Formulado 2 + Foliar 1+ Foliar 2;

(T6) Formulado 1 + Formulado 2 + Foliar 1+ Foliar 2+ Foliar 3.

A dose do Formulado 1, 2-20-20 (0,1% B; 0,1% Zn; 0,05% Mn) foi de 300 kg ha-1, aplicado no plantio. Os fertilizantes foliares, Foliar 1 (Mn 13%) 0,5 kg ha-1, Foliar 2 (N 5,0%; K2O 5,0%; Mo 1,0%; B 0,5%; Cu 0,35%; Mn 3,0%; Zn 4,0%; Mg 2,0%; S 7,0%) na dose de 2,0 kg ha-1 e Foliar 3, (K2O 10,0%; Ca 2,0%; S 5,6%; B 1,0%; Co 0,2; Cu 0,8%; Mn 10,0%; Ni 0,6%; Zn 2,0%) na dose 1,0 kg ha-1 foram aplicados em V3 sem glifosato, em V5 a V6, e em R1 a R2, respectivamente.

A cultivar de soja utilizada foi a NA 5909 e a semeadura foi realizada em parcelas de 36 m2, tendo como área útil os 8,1 m2 centrais da parcela. A semeadura foi realizada com semeadora de parcela, regulada para uma população de 13 plantas m-1 e as aplicações foliares foram realizadas com pulverizador costal pressurizado com CO2 comprimido. As variáveis avaliadas foram número de vagens de 0, 1, 2, 3 e 4 grãos; massa de 100 grãos; e produtividade. As massas foram corrigidas para 14% de umidade. Os dados foram submetidos à análise variância e as médias foram comparadas pelo teste de Tukey (p < 0,1).

Não houve diferença significativa para as variáveis avaliadas.

Dessa forma, a aplicação de Formulado 2, Foliar 2 e Foliar 3, isolados ou combinados à soja adubada na base com o Formulado 1 e o foliar com o Foliar 1 não resultou em incrementos de produtividade.

A diferença de produtividade entre T1 e T6, que foram os tratamentos que mais e menos produziram, respectivamente, foi de 77,11 kg. Ainda que não tenham sido observadas diferenças entre os tratamentos, notou-se uma alta média geral de produtividade, de
4253,83 kg ha-1.

Palavras-chave: fertilizante; adubação; produtividade.

Agradecimentos: GESSO – Grupo de Estudos em Solos.

Informações do autores:     

1Universidade Estadual de Maringá – UEM, Maringá – PR.

Disponível em: Anais da V Reunião Paranaense da Ciência do solo. MARINGÁ – PR, Brasil.

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