O nitrogênio (N) é o nutriente requerido pelo milho em maior quantidade, sendo responsável em grande parte pela produtividade deste grão. Além do nitrogênio, para atingir patamares produtivos satisfatórios é importante que todos os nutrientes requeridos  para seu desenvolvimento sejam fornecidos em quantidades necessárias. 

Esta claro a necessidade principal do N em milho, entretanto, algumas lacunas quanto a melhor momento e modo de aplicação deste nutriente na região do cerrado precisam ser preenchidas. Pensando nisso um trabalho desenvolvido por pesquisadores da UNESP buscou avaliar o uso de doses de N em diferentes épocas e em diferentes métodos de aplicação, avaliando o estado nutricional e a produtividade de grãos de milho na região do Cerrado. O trabalho publicado na íntegra você pode conferir aqui.



O trabalho avaliou:

  • 6 doses de N (0, 50, 100, 150, 200 e 250 kg ha¹);
  • 2 métodos de aplicação (superfície – sem incorporação- e incorporada – incorporada mecanicamente);
  • 2 épocas de aplicação (dose total em semeadura e cobertura);

A fonte de nitrogênio foi ureia granular (45% N). O híbrido triplo de milho utilizado foi o DK 350 PRO. Na adubação de semeadura, 112 e 6 kg ha¹ de P2O5 e K2O como superfosfato triplo e cloreto de potássio foram aplicados, respectivamente, com base na análise do solo e na expectativa de produção de milho.


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Os resultados do trabalho mostram que as épocas de aplicação de N influenciaram as concentrações de K, Ca, Mg no tecido foliar do milho e que a aplicação de N na semeadura proporcionou maiores concentrações desses nutrientes, porém, a aplicação em cobertura proporcionou maior  índice de clorofila foliar.

De acordo com os autores, quando o N é disponibilizado nas fases iniciais de desenvolvimento do milho, ele  potencializa o desenvolvimento de raízes e com o aumento da área de exploração do solo, tende a absorver mais nutrientes. 

A concentração de P aumentou, conforme foram aumentadas as doses de N em cobertura (até 120 kg ha¹). Contudo, a de K no tecido foliar não foi influenciada pelas taxas de N em cobertura.

O rendimento não foi alterado pela forma nem época de aplicação, mas teve influência de doses.

Rendimento = kg/ha

Segundo os autores, alguns fatores podem ter influencia na resposta crescente das doses de N aplicadas, como:

– O hibrido utilizado era responsivo ao  N

– A cultura do milho estar em sucessão a pousio (alta relação C / N);

                   – A dessecação e manejo mecânica foram realizadas com menos de 15 dias antes da semeadura do milho (imobilização de N na palha).

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O trabalho é de autoria dos pesquisadores da Universidade Estadual de São Paulo (UNESP): Jéssica Vettorazzi, Marcelo Teixeira Filho, Fernando S. Galindo, Elisângela Dupas, Élcio H. Yano e Salatiér Buzetti.


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