Muitas plantas daninhas podem competir com a soja em seu ciclo de desenvolvimento causando danos como perda de produtividade e qualidade da soja. Uma das plantas daninhas mais preocupantes no cultivo da soja é a Buva (Conyza spp.), uma planta dicotiledônea que apresenta resistência simples e múltipla ao glifosato, o que dificulta se controle.

O melhor controle da planta daninha ocorre nos estádios iniciais do seu desenvolvimento, sendo assim, é necessário monitorar e identificar a presença da daninha em meio aos cultivos agrícolas. Em vídeo, o Professor da Universidade Federal do Paraná e supervisor do Grupo Supra Pesquisa Alfredo Albrecht explica como identificar a Buva nos estádios iniciais do seu desenvolvimento.

Segundo Alfredo, é fundamental observar os fluxos de emergência da planta daninhas para realizar seu controle no momento adequado. A buva possui uma elevada capacidade de produzir sementes e suas sementes permanecem viáveis por um bom tempo no banco de sementes do solo, o que em condições adequadas de umidade e temperatura proporcionam um elevado número de plantas emergindo do solo.

Conforme destacada do Albrecht, a Buva pode ser comumente confundida com Macela no estádio inicial do seu desenvolvimento, entretanto uma característica nos auxilia a identificar a Buva, segundo Alfredo as folhas da Buva mesmo quando jovens apresentam certo “serrilhado” o que facilita a identificação da planta daninha.

Figura 1. Fluxo de emergência de Buva, Alfredo demonstra o aspecto serrilhado das folhas da Buva.

Fonte: Professores Alfredo & Leandro Albrecht.

Plantas de buva em estádio um pouco mais avançado do início do seu desenvolvimento podem ser observadas na figura 2.

Figura 2. Conyza bonariensis (A) e Conyza canadensis (B) em desenvolvimento inicial.

Adaptado: Lorenzi (2014).

Alfredo destaca que áreas onde incide radiação solar e com solos descobertos apresentam maior fluxo de emergência de plantas, sendo visível a necessidade da planta de radiação solar para sua germinação. Ele ainda demonstra uma área de cultivo onde não há cultura nenhuma a campo, e mostra a enorme quantidade de plantas daninhas emergindo do solo, destacando a importância da cobertura do solo.

Veja também: Interferência da buva e capim-amargoso na soja

Dessa forma, fica evidente a participação da cobertura do solo no controle de plantas daninhas fotoblásticas positivas. Além disso, no caso de plantas que já apresentam resistência a alguma herbicida como a Buva, é fundamental o controle da daninha nos períodos iniciais do seu desenvolvimento, na safra e entressafra, para evitar maiores problemas no cultivo da soja.

Confira abaixo o vídeo com as contribuições do Professor Alfredo Albrecht.


Inscreva-se agora no canal dos Professores Alfredo & Leandro Albrecht, aqui.



Acompanhe nosso site, siga nossas mídias sociais (SiteFacebookInstagramLinkedinCanal no YouTube

Referências:

LORENZI, H. MANUAL DE IDENTIFICAÇÃO E CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS: PLANTIO DIRETO E CONVENSIONAL. Instituto Plantarum, ed. 7, 2014.

Nenhum comentário

Deixar um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.