Ela começou como um complemento, uma forma de o agricultor ter uma renda extra, aproveitando a disponibilidade da terra no final do verão. A safrinha de milho, no entanto, supera em produção a primeira safra desde o ciclo 2011/2012 – chegou ao dobro no período 2017/2018. Os impactos desse novo cenário para a logística de armazenamento e escoamento da colheita foi o tema abordado pelo supervisor de Gestão Estratégica da Embrapa Territorial, Gustavo Spadotti, na abertura do XV Seminário Nacional Milho Safrinha, na noite desta terça-feira, 17 de setembro, em Jataí, GO.

Spadotti pontuou que a armazenagem de uma produção tão volumosa – mais de 50 milhões de toneladas – nesse período é um dos principais desafios para os produtores. “Quando se colhe o milho safrinha, os silos já estão ocupados com a soja, que tem maior valor agregado”, explica. Embora a capacidade de armazenagem no País venha crescendo, a disponibilidade de espaço para a colheita da segunda safra tem diminuído.

Estocar seria uma opção para buscar melhores preços de venda e melhorar a lucratividade. Outro fator logístico com forte impacto na rentabilidade do milho safrinha para o produtor é o frete. Diferente da soja, que percorre principalmente o caminho dos portos, mais estruturado, grande parte do milho gerado no Brasil fica no mercado interno, convertido em rações para aves e suínos. Para chegar às unidades de processamento e granjas no interior do Brasil, pode utilizar parte das grandes rodovias e ferrovias, mas acaba precisando acessar pequenas estradas.

Além de debater os desafios específicos da safrinha do milho, Spadotti apresentou no evento o Sistema de Inteligência Territorial Estratégica da Macrologística Agropecuária Brasileira, desenvolvido pela Embrapa. Ele apresenta dados de produção, exportação e os caminhos da safra das principais cadeias do agronegócio nacional. Para conhecer, acesse.

Fonte: EmbrapaVivian Chies (MTb 42.643/SP), Embrapa Territorial
Texto originalmente publicado em:
Embrapa
Autor: Embrapa

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