Agricultura brasileira segue sendo a atividade de maior destaque em meio a pandemia que lamentavelmente ainda segue sobre nós, dependendo de uma vacina para começar a nos deixar mais tranquilos.

O PIB do país segue em queda, mas deve fechar o ano com uma queda menor que o esperado.  O Brasil embarcou  até o final de agosto, 75,1 milhões de toneladas de soja.  No ano anterior estávamos atingindo nesta mesma data 56,1 milhões de toneladas, o que representa em crescimento até o momento de 34% .

Existe hoje já uma grande preocupação com o baixo estoque de passagem que deveremos ter, sendo que a Abiove menciona que teremos estoque menores que 400 mil toneladas, o que não existiu nos últimos 10 anos. Isto é preocupante pois o estoque de passagem de farelo deverá ser de aproximadamente 1,9 milhões que é um pouco mais que 10% do consumo mensal no Brasil. Já importamos este ano 477 mil toneladas contra as 117 do ano anterior.

O produtor em reais segue recebendo mais, mas em dólares não tanto. A grande vantagem econômica este ano para o produtor é que a reposição dos fertilizantes deve estar bem melhor face a queda nos preços em dólares.

Já os preços no mercado interno deram uma estagnada, mas a compra ainda está difícil. O produtor está literalmente “sentado” sobre seu estoque aguardando preços maiores e a situação do milho americano. Ele está capitalizado e não necessita do mesmo no momento.  Só no mês de agosto exportamos 7,5 milhões de toneladas este ano, contra as 7,3 milhões em 2019. Os fertilizantes ainda estão com uma relação de troca bastante interessante com alguns produtos com tendência de queda.

Fonte: Fecoagro

Foto de capa: Ivan Bueno

Texto originalmente publicado em:
Fecoagro
Autor: Fecoagro

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