O objetivo deste estudo foi investigar a variabilidade nucleotídica da região promotora do gene OsXTH8 como forma de entendimento de sua participação no degrane em arroz daninho.

Autores:  Tiago Edu KAspary1; Nilda Roma Burgos2; Catarine Markus1; Gabriele Casarotto1; Luan Cutti1; Aldo Merotto Junior1

Trabalho publicado nos Anais do evento e divulgado com a autorização dos autores.

INTRODUÇÃO 

O degrane é um dos principais caracteres de invasibilidade do arroz daninho devido a resultar na perpetuação dessa planta daninha na lavoura. Recentemente, a ocorrência do degrane foi associada ao gene OsXTH8 que codifica enzimas de clivagem de polímeros da parede celular e da camada de abscisão do grão do arroz. No entanto, a regulação deste processo não é conhecida para este gene.

O objetivo deste estudo foi investigar a variabilidade nucleotídica da região promotora do gene OsXTH8 como forma de entendimento de sua participação no degrane em arroz daninho.

MATERIAL E MÉTODOS

A região promotora do gene OsXTH8, correspondente a um fragmento de 1.1Kb, foi sequenciada a partir do DNA genômico de dez acessos de arroz daninho e quatro cultivares de arroz, com níveis variados de degrane. A inserção de uma base “G” ou “”C” foi observada na posição 289bpupstream do start códon do gene OsXTH8, próxima ao motif P-Box responsivo a giberelina, em todos os genótipos de arroz daninho com elevado degrane.

A inserção de uma base próximo ao motif P-Box pode interferir na percepção e na resposta à este hormônio, resultando em maior expressão do gene OsXTH8 e em elevado degrane no arroz daninho

TABELA 1. Genótipos de arroz utilizados no sequenciamento da região promotora do gene OsXTH8. University of Arkansas, Fayetteville, USA, 2017.

RESULTADOS

FIGURA 1. Alinhamento da sequência referente a região promotora (1.1 kb) do gene OsXTH8 em genótipos de arroz. University of Arkansas, Fayetteville, USA, 2017.

CONCLUSÃO 

A ocorrência de inserção na região promotora do gene OsXTH8 próxima ao motif P-Box pode ser correlacionada ao degrane em arroz daninho. A confirmação da resposta diferencial deste gene a giberelina poderá ser realizada através da utilização de RNA de interferência ou inibidores desse hormônio, tornando-se uma ferramenta de mitigação do degrane em arroz daninho.

Informações dos autores:  

1Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia – Universidade Federal do Rio Grande do Sul1;

2University Of Arkansas.

Disponível em: Anais do XXXI Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas 2018. Rio de Janeiro- RJ.

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