O carrapicho (Xanthium strumarium), planta da família da Asteraceae, tem se manifestado com certa frequência nas lavouras de soja da região do Alto Vale e Serra Catarinense. Além da competição por água e luz com a cultura da soja, o carrapicho é uma erva daninha altamente tóxica devido a toxina presente em sua semente, por isso tem causado alguns problemas comerciais quando encontrada em cargas de soja.

“Alguns países importadores, a exemplo da China, um grande importador de soja do Brasil, a tolerância é zero, ou seja, não é permitido nenhuma semente desta erva daninha em mistura com a soja após a colheita”, explicou o gerente de Produção Cravil, Moacir Warmling. Mesmo no Brasil, para a produção de biodiesel, não são aceitas cargas de soja que contenham sementes de carrapicho.

As sementes do carrapicho, carrapichão ou carrapicho-de-carneiro, como também é conhecida a erva daninha, têm capacidade de germinar a profundidades superiores a 10 centímetros o que dificulta a ação de herbicidas pré-emergentes. De acordo com o engenheiro agrônomo Cravil Tiago Petry, a planta adulta se adapta a praticamente todos os tipos de solo, tolerando locais encharcados e períodos de estiagem. “O produtor deve ficar atento a presença desta erva daninha nas lavouras de soja, eliminando toda e qualquer planta encontrada durante o desenvolvimento da cultura, antes da colheita”.

O manejo do carrapicho, assim como outras ervas daninhas, é feito desde a catação manual até a aplicação de herbicidas. Comumente encontrada em áreas de pastagens, a espécie Xanthium strumarium, requer atenção do produtor principalmente em áreas novas, de primeiro plantio.

“Qualquer dúvida, o produtor pode procurar um técnico Cravil, nossa equipe está orientada de como fazer os procedimentos para evitar esse problema após a colheita da soja”, conclui o gerente de Produção da cooperativa, Moacir Warmling.

Dicas de manejo:

o Controlar o desenvolvimento das invasoras, impedindo a reprodução de sementes e estruturas de reprodução nas margens de cercas, estradas, pátios e outros locais da propriedade;

o Usar métodos para controle de plantas daninhas, desde a catação manual, até a aplicação localizada de herbicidas;

o Controlar invasoras na entressafra para que não haja grande quantidade de sementes;

o Limpar rigorosamente máquinas e implementos antes de serem transportados para áreas livres de plantas daninhas ou com baixa população;

o Usar sementes certificadas e fiscalizadas;

o Adotar rotação de culturas e de herbicidas.

Fonte: Assessoria de Comunicação Cravil, disponível no Portal do Sistema Fecoagro

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Disponível no Portal do Sistema Fecoagro
Autor: Assessoria de Comunicação Cravil, disponível no Portal do Sistema Fecoagro

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