China é a principal consumidora mundial de pluma de algodão

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Safra chinesa: De acordo com o USDA, a China se destaca como principal consumidora de pluma de algodão no mundo e dado a isso o acompanhamento da safra 18/19 no país se faz importante, visto que alterações na oferta local podem impactar na demanda mundial e consequentemente nos preços.

Segundo a National Cotton Council (NCC), com o período de semeadura da safra asiática próximo ao fim, as condições climáticas passam a ser a maior preocupação para a definição produtiva. Nesse sentido, as previsões têm sido pouco favoráveis, com alta intensidade de chuvas e baixas temperaturas em grande parte das regiões produtoras, refletindo também na redução de 4,4% da área semeada.

Assim, com o clima pouco favorável na China, que traz expectativa de uma demanda externa da gigante asiática mais fortalecida, fez com que as cotações na bolsa de NY apresentassem importante valorização desde a última semana, o que pode também oportunizar bons negócios ao produtor mato-grossense.

Confira os principais destaques do boletim:

• As paridades de exportação finalizaram a semana com alta de 1,99% para jul/18 e 2,00% para dez/18, influenciadas, principalmente, pelas cotações em NY.

• Ainda ecoando a atuação mais firme do Banco Central no mercado de câmbio, a cotação do dólar finalizou a semana com desvalorização de 0,84% e cotação média de R$ 3,65/US$.

• Com o aumento dos preços de pluma de algodão, aliado ao recuo do frete no Estado, a relação de frete/pluma caiu nesta semana 0,50 p.p.

• Os preços dos subprodutos de algodão mato-grossense fecharam a semana com queda e,
com isso, o caroço, a torta e o óleo apresentaram recuo de 4,40%, 7,49% e 4,26%, respectivamente.

NO EMBALO:

Com um crescimento contínuo durante grande parte do mês de maio, as cotações da ICE e  o dólar trouxeram bons avanços para os preços da pluma de algodão em MT. Nesse sentido, o dólar chegou a ser cotado a R$ 3,75/US$ no mês de maio, em decorrência, principalmente, das incertezas no mercado externo quanto à perspectiva de aumento nas taxas de juros dos EUA.

Já a bolsa de NY, por sua vez, apresentou ganhos na última semana devido às intempéries climáticas na China, que está em pleno período de desenvolvimento de safra. Com isso, tanto a paridade de exportação para jul/18, quanto para jul/19, vêm acompanhando as valorizações do mercado externo, fechando a semana com uma média de R$ 108,06/@ e R$ 106,99/@, respectivamente.

Para os próximos meses o mercado interno também deve influenciar os preços de forma mais incisiva, dado o quadro eleitoral brasileiro ainda incerto e a entrada da safra 17/18.

Fonte: Imea

Texto originalmente publicado em:
Boletim semanal do Algodão- IMEA
Autor: IMEA

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