Chuva que traz queda na safra

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Na contramão dos números do País, produção paranaense de soja e feijão deve fechar com leve retração devido aos problemas climáticos no Estado

O 7º levantamento da produção brasileira de grãos, divulgado ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mostra que o País deve fechar a safra 2015/16 com números bem consistentes, apesar das intempéries climáticas que atrapalharam as fases finais de muitas culturas, principalmente, da soja já colhida. Segundo os dados publicados, o valor total de grãos deve fechar em 209 milhões de toneladas, alta de 0,6% (ou 1,3 milhão de toneladas a mais) comparados ao período anterior. Com referência à previsão do mês passado, houve retração de 0,6%.

O destaque, mais uma vez, foi a a produção da oleaginosa, que deverá atingir valor total próximo a 99 milhões de toneladas, 2,9 milhões superior à safra anterior (+3%), graças aos ganhos de área de 3,2%. No Paraná, diferentemente dos números nacionais, os valores de soja divulgados no final de março pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura (Seab) apontam uma leve retração produtiva.

Se a área de plantio no Estado aumentou no mesmo ritmo da nacional – em torno de 3%, atingindo a marca de 5,2 milhões de hectares –, a produção até o momento está em queda de 1%, e deve fechar em 16,8 milhões de toneladas. “A primeira estimativa para a soja paranaense era de 18,2 milhões de toneladas. Entretanto, já estamos com uma perda de pelo menos um milhão de toneladas, uma retração consolidada de 7% a 8% para o grão. A chuva no momento da colheita e também a falta de luminosidade em algumas áreas foram problemas enfrentados nesta safra”, explica o técnico do Deral, Edmar Gervásio.

Milho
No caso da primeira safra de milho, tanto o Brasil como o Paraná seguem uma tendência de diminuição, perdendo as áreas para a soja, o que acaba refletindo numa menor produção. No total, espera-se uma redução global de 8,5% na produção, enquanto em nível estadual a queda é mais brusca: de 4,6 milhões para 3,4 milhões de toneladas, uma forte diminuição de 26%. Já a área de cultivo retraiu 22%, de 542 mil para 423 mil hectares. “Esta é uma tendência, já que a soja ganha espaço junto com o milho segunda safra”, complementa Gervásio. Aliás, esse milho safrinha deve bater recorde da série histórica no Estado este ano. A expectativa é que a cultura atinja a marca em terras paranaenses de 12,6 milhões de toneladas, alta de 9% em comparação ao ano passado, numa área de 2,1 milhões de hectares (+12%). No Brasil, o crescimento estimado pela Conab é de 4,7%, devendo atingir 57,1 milhões e compensando a quebra do ano anterior.

Feijão
Por fim, a Conab aponta que o feijão primeira safra recuperou a produtividade, o que deve se refletir em um aumento de 62,6 mil toneladas. A previsão é de um total de 1,2 milhão de toneladas contra 1,1 milhão da última safra, apesar da queda na área plantada. No Paraná, a produção não ganhou ritmo e deve fechar 12% no vermelho, com um total de 285,9 mil toneladas. Já a área plantada sofreu retração de 6%, fechando em 180,2 mil hectares. “A perda total finalizada deve chegar a 15% da estimativa inicial, principalmente devido às chuvas de outubro, novembro e dezembro. Houve redução do rendimento e qualidade. Já em relação à segunda safra, que já está 4% colhida, a expectativa é de um aumento de produção até o momento de 6%, algo em torno de 410 mil toneladas”, projeta o técnico do Deral especialista na cultura, Carlos Alberto Salvador.

Fonte: Folha Web

Autor: Victor Lopes

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Texto originalmente publicado em:
Folha Web
Autor: Victor Lopes

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