O Instituto Mato-grossense do Algodão está divulgando uma nova Circular Técnica, em que pesquisadores do próprio IMAmt e de instituições parceiras apresentam resultados de estudos sobre a temida praga Helicoverpa armigera. Intitulada “Helicoverpa armigera: ameaça a lavouras Bt de algodoeiro”, a Circular Técnica nº 35/2018 é assinada pelos pesquisadores Jacob Crosariol Netto, Guilherme Gomes Rolim, Leonardo Scoz e Erica Soares Martins, todos do IMAmt; pelo pesquisador Rafael Major Pitta da Embrapa Agrossilvipastoril e pela professora Daniela de Lima Viana da Universidade de Cuiabá.

O principal objetivo da publicação é alertar produtores e seus colaboradores para a crescente resistência de insetos da espécie H. armigera às proteínas presentes em plantas com a tecnologia Bt. Os pesquisadores destacam que este talvez seja o primeiro relato oficial da ocorrência de lagartas de H. armigera causando danos em cultivar de algodão com expressão de proteínas inseticidas –  fruto do trabalho de monitoramento que vem sendo realizado ano a ano pelo IMAmt, em parceria com a Embrapa.

Até a safra 2012/13, H. armigera era considerada uma espécie exótica no Brasil, porém a partir desse ano-safra ela passou a fazer parte do complexo de pragas do algodoeiro no país, causando grandes prejuízos financeiros aos produtores. Essa praga é considerada uma das mais importantes da agricultura mundial devido à sua elevada mobilidade, fecundidade e hábito alimentar, associado à sua capacidade de atacar grande número de hospedeiros, entre outros fatores.

O controle de H. armigera por meio do uso de plantas Bt foi eficiente até a safra 2015/16, mas já na safra seguinte foi constatada uma população de indivíduos dessa espécie na região de Primavera do Leste, com sobrevivência de 40% de lagartas. Na safra 2017/18, lagartas semelhantes foram encontradas na região de Campo Verde, comprovando o crescimento de dispersão de indivíduos resistentes.

Rica em infográficos e imagens, a Circular Técnica nº 35 traz parte dos resultados de ensaios realizados por pesquisadores do IMAmt e parceiros, visando o monitoramento da evolução da resistência de H. armigera à proteína Cry (produzida pela bactéria Bacillus thuringiensis – Bt).


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Ao final da publicação, os autores apresentam orientações para o sucesso no controle da praga, como a adoção de áreas de refúgio, de preferência, planejadas, em parceria com os vizinhos de propriedade, visando prolongar a vida útil de tecnologias que ainda apresentam eficiência no controle de H. armigera.

Eles chamam a atenção para o fato de que Mato Grosso é responsável por mais de 65% do algodão produzido no Brasil e que 85% dessa produção é de segunda safra, ou seja, com plantio de algodão após a colheita da soja. E consideram ideal a adoção de um plano de sucessão de cultivos, que evite a utilização de cultivares que expressem as mesmas proteínas de Bt, de modo a reduzir a pressão de seleção sobre determinadas proteínas inseticidas.

A exemplo de outras publicações do IMAmt, a Circular Técnica nº 35 está disponível para consulta nos sites do IMAmt e da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa).

Fonte: Assessoria de imprensa ImaMT

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