Clima seco preocupa alguns produtores de soja no RS

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Cultura vem evoluindo rapidamente para o estádio de maturação fisiológica. As primeiras áreas colhidas estão apresentando produtividade dentro do esperado, mas abaixo da expectativa criada pelos produtores que, em meados de fevereiro, ainda desejavam obter rendimentos similares aos do ano passado. Em áreas onde não houve diminuição das chuvas, as produtividades ultrapassam, em alguns casos, 70 sacas por hectare (4,2 mil kg/ha). No momento a colheita atinge 3% do total plantado nesta safra.

O clima mais seco neste final de ciclo vem preocupando os produtores. As cultivares de ciclo mais longo e que se encontram em final de enchimento de grãos apresentam grãos menores. Nas áreas com solos mais rasos, as plantas apresentam sintomas de déficit hídrico.

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O clima vinha contribuindo no geral para o bom desenvolvimento da oleaginosa que avança em seus estádios evolutivos. Na maioria das lavouras, as plantas estão com bom porte. Entretanto, a redução das chuvas nesta primeira quinzena de março tem ocasionado apreensão nos produtores, uma vez que em localidades que não receberam chuvas nos últimos 20 a 25 dias, assim como em áreas de solo raso, já se observam partes de lavouras com soja que estão secando e plantas com sintomas de deficiência hídrica e má formação de vagens e grãos, com provável redução da produtividade esperada.

Em relação ao aspecto sanitário, observa-se que, de maneira geral, a sanidade das lavouras está boa, e os índices de infecção por ferrugem estão controlados. Observa-se início de desenvolvimento de percevejos que começam a aparecer nos panos de batida (controle).

A maioria dos produtores já realizou três aplicações de fungicida para controle da ferrugem, sendo que as áreas com lavouras do tarde poderão receber uma quarta aplicação; assim, essa safra estará caracterizada com um menor número de aplicação de fungicida que a safra anterior, fruto das condições climáticas favoráveis e também das orientações técnicas de uso de produtos multissítios, com mecanismos de ação
diferenciados no controle da ferrugem.

Fonte: EMATER/RS

Texto originalmente publicado em:
Informativo Conjuntural Nº1493
Autor: EMATER/RS

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