As lavouras no RS estão com bom desenvolvimento; com o tempo quente e a plena radiação solar favorecendo a cultura, a expectativa é de bons rendimentos. Já iniciou a colheita da cultura, obtendo-se ótimas produtividades nas lavouras da Fronteira Oeste e produtividade dentro da média esperada nas demais regiões.

De forma geral, os níveis dos reservatórios continuam adequados nas principais regiões produtoras, mas alguns produtores esperam maiores precipitações para ser possível manter a irrigação e o potencial produtivo. A cultura encontra-se nas seguintes fases: 10% em germinação/desenvolvimento vegetativo, 33% em floração, 35% em enchimento de grãos, 19% em maturação e 3% foram colhidos.

Na regional administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, já está ocorrendo a colheita. Na Fronteira Oeste, em Itaqui, já foram colhidos 15%, e outros 85% das lavouras estão em maturação e no período reprodutivo. Em São Borja, foram colhidos 8%, outros 49% das lavouras estão em maturação e 43% no período reprodutivo; em Uruguaiana, 2% colhidos, 8% maduro e por colher e 90% em estádio reprodutivo.

Já na região da Campanha, Sul e Central, 60% das lavouras ainda estão na fase de enchimento de grãos, outros 35% em floração e somente 5% delas na fase reprodutiva. A produtividade, maior que a prevista inicialmente, chegou a 8,6 toneladas por hectare nas lavouras colhidas na Fronteira Oeste devido às ótimas condições fitossanitárias das lavouras e ao clima favorável durante o ciclo da cultura. A reposição do volume de água nas barragens é satisfatória.

Em Hulha Negra, na Campanha, as lavouras utilizam predominantemente a água de barragens, cujos níveis ainda estão adequados. Não há relatos de ataques de insetos e de incidência de doenças nas lavouras, que estão sem problemas fitossanitários, favorecidas pelo clima ensolarado e de poucas chuvas. É realizado o manejo de preparo da colheita, com o rebaixamento da água dos quadros e a limpeza dos secadores e armazéns.

Na regional de Pelotas, a cultura está implantada em 19 dos 22 municípios da região, com uma área total semeada de mais de 150 mil hectares. As lavouras estão predominantemente nas fases reprodutivas, com algumas poucas áreas ainda em desenvolvimento vegetativo. A colheita já iniciou; em Pelotas 2% da área foi colhida. O tempo quente e a plena radiação solar favorecem o desenvolvimento da cultura; a expectativa é de bons rendimentos.

Os produtores manejam a água, aplicam adubação nitrogenada e monitoram a presença de pragas e o aparecimento de doenças. Na de Soledade, 10% das lavouras de arroz estão em fase de desenvolvimento vegetativo, 40% na fase de floração, 40% em enchimento de grãos e 10% entre maturação e colheita.

Lavouras com semeadura no cedo estão em fase de enchimento de grãos, maturação e colheita; aquelas com implantação mais tardia encontram-se em desenvolvimento vegetativo e florescimento. O clima favorável na semana, associado à disponibilidade de água de irrigação, mantém a expectativa de boa produtividade. As lavouras colhidas apresentam ótima qualidade do grão e produtividade dentro da média esperada. Os cursos d’água continuam com baixa vazão e o nível de água dos reservatórios diminui. Embora ainda não falte água para irrigar a cultura, preocupa os agricultores a possibilidade de faltar água nas fases mais adiantadas da cultura.

É baixa a incidência de pragas e doenças; são realizadas aplicações pontuais e preventivas de fungicidas. Na de Santa Maria, a área plantada é de mais de 127 mil hectares. De maneira geral, a cultura encontra-se com bom desenvolvimento, e a maior parte das lavouras ainda está em desenvolvimento vegetativo e floração; a colheita começa em algumas delas.

As chuvas de janeiro proporcionaram a recuperação dos mananciais para irrigação; porém, em função do atraso na irrigação, muitas lavouras apresentam incidência de invasoras. Na de Santa Rosa, foram colhidas as primeiras lavouras, e os produtores relatam satisfação com a produtividade obtida. Há disponibilidade de água em barragens e riachos para as necessidades da cultura neste momento. Os mananciais estão com cerca de 50% de sua capacidade.

Na de Porto Alegre, as fases das lavouras de arroz são as seguintes: 45% em desenvolvimento vegetativo, 35% em floração, 16% em enchimento de grãos e 4% maduro.

De forma geral, a cultura apresenta bom desenvolvimento, e o manejo da irrigação é realizado sem problemas significativos; no entanto, há casos pontuais de diminuição dos níveis de água em açudes e sangas, dificultando a irrigação de lavouras, principalmente entre os produtores que dependem dos rios e arroios, compartilhados por propriedades vizinhas.

Os produtores realizam práticas de manejo como adubação em cobertura, controle de mancha parda, percevejo e brusone, esta com cuidados redobrados nas variedades que não têm resistência.

Mercado (saca de 50 quilos)

No levantamento semanal de preços realizado pela Emater/RS-Ascar, a cotação do arroz no RS alcançou preço médio de R$ 48,66/sc., um aumento de 0,64% em relação ao da semana anterior.

Na regional de Bagé, o preço variou novamente entre R$ 45,00 e R$ 51,50; na de Soledade, entre R$ 47,00 e R$ 49,00; na de Pelotas, o preço permanece estável e a variação continuou entre R$ 44,00 e R$ 52,52; em Santa Maria, entre R$ 46,50 e R$ 50,80. Na de Santa Rosa, o preço manteve-se em R$ 46,00/sc. e na regional de Porto Alegre, o produto foi cotado a de R$ 49,80/sc.

Fonte: EMATER/RS



 

Texto originalmente publicado em:
Informativo Conjuntural n° 1594
Autor: Emater/RS

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