Cultivares e época de semeadura na incidência e severidade de doenças no arroz irrigado

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O objetivo deste trabalho foi avaliar a ocorrência das doenças de arroz irrigado em diferentes épocas de semeadura e cultivares.

Autores:   C. OGOSHI2; C.R.C. BITTENCOURT3; R. D. S. ALMEIDA3

Trabalho disponível nos Anais do Evento e publicado com o consentimento dos autores.

Resumo

O cultivo de arroz irrigado sofre perdas na produtividade devido a diversas doenças, sendo necessária a adoção de uma série de estratégias de manejo. O objetivo deste trabalho foi avaliar a ocorrência das doenças de arroz irrigado em diferentes épocas de semeadura e cultivares. O experimento foi conduzido na Estação Experimental do Arroz – IRGA, Cachoeirinha, RS.

As semeaduras ocorreram em: 05/10/2015; 03/11/2015 e 16/12/2015. Utilizou-se oito cultivares: BR IRGA 409; IRGA 424; IRGA 428; Puita Inta CL; Guri Inta CL; IRGA 429; IRGA 430 e IRGA 424RI. No experimento foram avaliadas incidência e severidade das doenças, juntamente com a produtividade. O experimento foi realizado em blocos casualizados com quatro repetições e os dados foram submetidos à análise da variância em esquema fatorial e as variáveis que demonstraram significância pelo F-teste (p<0,05) foram submetidas ao teste de Duncan a 5% de probabilidade.

Na primeira semeadura houve uma baixa incidência de doenças, não tendo resultado significativo. Neste caso, a cultivar IRGA 424 obteve a maior produtividade, ficando em torno de 12 mil kg/ha. Na segunda época, houve incidência apenas de Brusone na panícula e Mancha de Grãos. Para a Brusone, a maior severidade foi na cultivar Guri Inta CL (36.08%) e para a Mancha de Grãos, não foi constatado diferença estatística entre as cultivares.

A produtividade se manteve satisfatória em relação à primeira época de semeadura e foi estatisticamente maior na cultivar IRGA 424 com 11,54 mil kg/ha. Na terceira época, houve alta incidência de todas as doenças avaliadas. Para a Brusone na folha e na panícula, as maiores severidades foram observadas nas cultivares BR IRGA 409 e Guri Inta CL. Já para a Mancha Parda e Mancha de Grãos a severidade foi superior na cultivar IRGA 428.

Ocorreu incidência da Podridão da Bainha somente nas cultivares IRGA 429; IRGA 430; IRGA 424 RI; IRGA 424, sendo estatisticamente superior nas duas últimas cultivares.

A produtividade foi bastante reduzida em relação às duas épocas anteriores, tendo a cultivar IRGA 428 a maior produtividade em torno de 7 mil kg/ha.

Desta maneira conclui-se que a incidência e severidade das doenças são maiores nas semeaduras mais tardias e dependem das cultivares utilizadas.

Palavras-chave: Brusone; manejo integrado; IRGA 424 RI; produtividade.

Informações dos autores:

1Fonte financiadora: Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA) e Fundação de Recursos Humanos do Estado do Rio Grande do Sul (FDRH);

2Pesquisador Fitopatologista na Estação Experimental de Caçador da EPAGRI;

3Estudante de Agronomia na ULBRA – Canoas e Bolsista da Fundação de Recursos Humanos do Estado do Rio Grande do Sul no Instituto Rio Grandense do Arroz (FDRH/IRGA).

Disponível em: Anais do  50º Congresso Brasileiro de Fitopatologia, Uberlândia – MG, Brasil.

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