Dentre as inúmeras pragas que assolam os plantios de soja, os percevejos certamente respondem por uma infinidade de danos a cultura.  Tanto em produção de semente quanto grãos, os danos decorrentes do ataque destes insetos acarretam em prejuízo no bolso do produtor.


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Levando em consideração o impacto do dano decorrente do ataque de percevejos, pesquisadores da UNESP e UNIARA, desenvolveram avaliando os danos de percevejos em diferentes genótipos de soja, identificando cultivares mais tolerantes ao ataque da praga. Esta importante trabalho, na íntegra, foi publicado nos Anais do CONSOJA e pode ser acessado clicando aqui.

Foram avaliados 20 cultivares de soja ao complexo de percevejos foi avaliada sob dois sistemas de manejo: um com controle químico de insetos (manejo I ), e sem nenhum controle (manejo II). 

Na avaliação dos 20 genótipos a diferença de produtividade devido ao ataque da praga foi de 495.3 kg/ha, demonstrando o potencial em reduzir a produtividade das culturas. Este dano considera apenas os prejuízos decorrentes da não produção, não mencionando danos a qualidade ou a sementes, em caso de lavouras destinadas a esta finalidade.

Os genótipos M-6972 e BMX Valente RR apresentaram os maiores rendimentos na presença de percevejo (manejo II), e ausência da praga (manejo I), respectivamente. Entretanto, o BMX Valente RR se mostrou sensível ao manejo com presença das pragas, demonstrando a necessidade de proteção fitossanitária.

Os resultados podem ser conferidos na Tabela 2.

Tabela 2. Rendimento médio de 20 genótipos de soja no manejo I, manejo II.

*Médias seguidas pela mesma letra minúscula na coluna representam o mesmo agrupamento pelo teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade.

Os genótipos que se mostraram demonstraram resistir mais ao ataque de percevejos foram os genótipos BMX Magna, BMX Vanguarda IPRO, IAC 100, M-6410, M-6972, TMG 7161 RR e TMG 7262 RR.


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Quanto a produtividade os genótipos que apresentaram o melhor desempenho, foram BMX Classe RR, BMX Valente RR e M-6972.

Existe uma correlação elevada e positiva entre o caráter sob estresse (com percevejos atacando) e o índice de produtividade. Entre todos os genótipos avaliados, o M-6972 foi alocado entre os melhores para o índice sem estresse, e apresentou os melhores resultados para com estresse demostrando ser capaz de suportar o ataque de percevejos com alto rendimento.

A interação entre o ataque de pragas e cultivares, ou seja a capacidade de suportar injurias, mantendo níveis adequados de produtividade ainda demanda de estudos aprofundados como este que trouxemos os resultados, no entanto ainda são escassos para as principais pragas no nosso contexto agrícola.

Autores do trabalho citado:  Diuli Caroline Pilon; Antonio Pizolato Neto; Guilherme Henrique Bevilacqua; Débora Sousa Amaral; Ananda Natália Guimarães Galanti; Karoline Batista de Andrade; Sandra Helena Unêda-Trevisoli da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP) e Universidade de Araraquara (UNIARA)

 

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