Danos na cultura do milho em função da redução da área foliar por doenças

0
470

O objetivo desse trabalho foi avaliar o progresso de doenças foliares e o efeito nos componentes da produção na cultura do milho

Autores:  R.S. SILVA2; H.D. CAMPOS1,2; L.M. RIBEIRO1,2; I.G. SILVA2; M.N. PILAR2

Trabalho disponível nos Anais do Evento e publicado com o consentimento dos autores.

Resumo

Danos causados por doenças bióticas que ocorrem durante os estádios vegetativos provocam perdas significativas na cultura do milho, e o controle químico é uma das estratégias que possibilita o controle dessas doenças visando limitar esses danos. O objetivo desse trabalho foi avaliar o progresso de doenças foliares e o efeito nos componentes da produção na cultura do milho, híbrido formula T em diferentes épocas de aplicação em função do controle químico.

Os tratamentos utilizados foram:

T1 – testemunha sem controle e sem remoção de folhas;

T2 e T3- com fungicida e remoção de 3 e 6 folhas do terço inferior;

T4 e T5- com fungicida e remoção de 3 e 6 folhas do terço médio;

T6 e T7- com fungicida e remoção de 3 e 6 folhas do terço superior;

T8- com fungicida (piraclostrobina + epoxiconazol + mancozeb) nas doses de 0,75 L + 2,1 Kg sem remoção de folhas;

T9- com fungicida (piraclostrobina + epoxiconazol + mancozeb) nas doses de 0,50 L + 1,4 Kg sem remoção de folhas, e

T10- com fungicida (piraclostrobina + epoxiconazol + mancozeb) nas doses de 0,25 L + 0,7 Kg sem remoção de folhas, em três épocas distintas.

As aplicações foram iniciadas em VT, R1 e R2. Foram avaliadas AACPD das doenças ferrugem polissora, cercosporiose e mancha branca do milho, índice de área foliar e rendimentos de grãos. A área abaixo da curva de progresso das doenças também foi influenciada pela época de aplicação, onde o ensaio com aplicações antecipadas, independente da retirada de folhas na planta, apresentou menor progresso das doenças e consequentemente menores danos.

A aplicação iniciada em VT apresentou controle mais efetivo das doenças, independente da retirada das folhas na planta, refletindo em maiores produtividades. A remoção de 6 folhas do terço médio e terço superior das plantas de milho proporcionou maior dano à planta, apresentando influência negativa na produtividade de grãos e massa de mil grãos.

Palavras chave: Área foliar; Doenças fúngicas; Zea mays.

Informações dos autores:

1Universidade de Rio Verde, UniRV, Departamento de Agronomia-Fitopatologia, Rio Verde, GO;

 2Campos Pesquisa Agrícola Ltda, Rio Verde, GO.

Disponível em: Anais do 50º Congresso Brasileiro de Fitopatologia, Uberlândia – MG, Brasil.

Nenhum comentário

Deixar um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.