Desde o final de agosto, iniciaram-se no Rio Grande do Sul as atividades de preparação para a instalação das lavouras de soja, uma destas atividades é a dessecação. Com isso devido a fatores como a má aplicação e/ou a aplicação em momentos inadequados do herbicida,  casos de deriva do 2,4-D podem surgir, atingindo parreirais e pomares de oliveira, causando danos a produção.

Quando a deriva do herbicida entra em contato com os parreirais causa atrofia nas plantas, que não crescem e com isso não produzem frutos. Nos últimos dois anos, foram registradas perdas de até 60% da produção em locais atingidos. A região com maior incidência do problema é a metade sul, região essa que se destaca tanto na produção de uvas e oliveiras, como na crescente evolução do plantio da soja

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural autuou somente este ano, mais de 600 produtores, profissionais e empresas comerciantes de agrotóxicos. Segundo o chefe do setor responsável por esse tema, Rafael Friedrich de Lima, em nota divulgada pela secretaria:

“Em média, no ano, a Divisão de Insumos e Serviços Agropecuários emite de 400 a 600 autos de infração, sobre todos os assuntos. Ou seja, está havendo um grande esforço de todos, desde o fiscal na ponta, o nível central e a junta de julgamento, para que possamos dar uma resposta à altura do problema”.


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Desde o momento em que a deriva de 2,4-D foi constatada no estado  em dezembro de 2018, a secretaria, editou uma série de instruções normativas com o intuito de resolver o problema da deriva de herbicidas hormonais.

Uma destas medidas criadas para resolver o problema, foi criado pela Secretaria da Agricultura, um canal onde é possível denunciar suspeitas de deriva, quando os sintomas são compatíveis com o 2,4-D, uma equipe da pasta se desloca até a propriedade para fazer a coleta de amostras. Em seguida, elas são encaminhadas para laboratório, onde exames irão determinar se houve ou não ataque pelo herbicida, e a partir dai as medidas são tomadas.

Redação: Equipe Mais Soja, com informações da SAPDR-RS



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