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Determinação dos efeitos da mudanças climáticas globais na distribuição de Dalbulus maidis através do MaxEnt

Determinação dos efeitos da mudanças climáticas globais na distribuição de Dalbulus maidis através do MaxEnt

Autores: Santana Jr., P.A.¹; kumar, L.²; Silva, R.S; Picanço, M.C.³

Trabalho publicado nos Anais do evento e divulgado com a autorização dos autores.

No continente americano, Dalbulus maidis (DeLong & Wolcott) (Hemiptera: Cicadellidae) é um dos principais vetores de três patógenos de milho, o enfezamento do milho (Spiroplasma kunkelii), maize bushy stunt phytoplasma (MBS) and maize rayado fino virus (MRFV). Portanto, através da transmissão persistente e propagativa desses patógenos, este inseto pode causar grandes prejuízos à cultura do milho. Embora sua importância como praga, nenhum estudo foi conduzido para determinar os efeitos das mudanças climáticas globais sobre esse inseto.

Dessa forma, pela primeira vez um modelo foi aplicado em escala global para determinar os efeitos das mudanças climáticas na distribuição de D. maidis. Esses efeitos foram modelados através do modelo climático global HadGEM2_ES, em dois senários de mudanças RCP4.5 e RCP8.5 e utilizando o programa MaxEnt. Em geral, as mudanças climáticas levarão à uma diminuição na adequabilidade climática para D. maidis, principalmente no hemisfério sul.

 


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Na América do Sul, as áreas climaticamente adequadas à D. maidis irão diminuir, especialmente no Brasil. Entretanto, Argentina, Chile, Peru, Equador e Uruguai ainda apresentarão grandes áreas adequadas à essa praga. Fora do continente americano, Austrália, Etiópia, Quênia, Nova Zelândia, Ruanda, Burundi e África do Sul devem se preocuparem com uma possível invasão de D. maidis devido a alta adequabilidade climática desses países.

Portanto, este estudo permitirá esses países implementarem barreiras quarentenárias contra D. maidis e direcionar os estudos para selecionar variedades de milho resistentes e tolerantes aos patógenos transmitidos por esse inseto.

Palavras-chave: Modelos de nicho ecológicos; cigarrinha do milho; Zea mays

Apoio institucional: CNPq, Capes, Fapemig e UNE.

Filiação institucional: ¹Departamento de Fitotecnia, Universidade Federal de Viçosa, 36570-900, Viçosa-MG, Brasil. Email: santana.psj@gmail.com

²Ecosystem Management. School of Environmental and Rural Science, University of New England, Armidale, NSW 2351, Australia.

³Departamento de Entomologia, Universidade Federal de Viçosa, 36570-900, Viçosa-MG, Brasil.

Disponível em: Anais do XXVII Congresso Brasileiro de Entomologia,  2018. Gramado, RS.

Equipe Mais Soja
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