O mercado brasileiro de soja teve uma semana de preços firmes e de negócios moderados. Diariamente, houve um volume razoável de soja trocando de mãos, por conta, principalmente da alta do dólar frente ao real.

A moeda americana atingiu patamares históricos, rompendo a casa de R$ 4,40. Nesta semana, até quinta, o dólar subiu 2,12%, cotado a R$ 4,392 no fechamento do dia 21. Com Chicago perto da estabilidade ao longo da semana, o preço no Porto de Paranaguá para a saca de 60 quilos da oleaginosa oscilou entre R$ 89,50 e R$ 89,00, favorecendo a movimentação.

As preocupações com o coronavírus e seu impacto sobre a economia aumentaram a aversão ao risco e garantiram o fortalecimento do dólar. Em Chicago, a preocupação com o cumprimento ou não das compras prometidas pelos chineses como parte da fase 1 do acordo comercial fechado com os Estados Unidos pressionou os contratos futuros.

O bom avanço da colheita no Brasil e a perspectiva de uma safra cheia sul-americana também é motivo de pressão. Além disso, as sinalizações são de aumento acima do esperado no plantio para a safra americana 2020/21.

A produção de soja dos Estados Unidos na temporada 2020/21 deverá ficar em 4,195 bilhões de bushels, maior que o total colhido na temporada anterior, de 3,558 bilhões de bushels. A projeção foi feita durante o Fórum anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O quadro de oferta e demanda indica área plantada de 85 milhões de acres em 2020/21, contra 76,1 milhões de acres do ano anterior. Os estoques finais deverão cair de 425 milhões para 320 milhões de bushels.

Fonte: Agência SAFRAS

Texto originalmente publicado em:
Safras e Mercados
Autor: Dylan Della Pasqua - Agência SAFRAS

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