O milho é uma cultura com ataque de diferentes espécies de insetos, desde a semeadura até a colheita, onde a Spodoptera frugiperda é uma das pragas com maior dano econômico.  

Popularmente conhecida como Lagarta do cartucho, a S. frugirperda ataca as plantas tanto na fase vegetativa quanto na fase reprodutiva. E, além de sua capacidade danosa, a sua resistência a inseticidas adquirida, decorrente de uma série de manejos incorretos na lavoura, tornaram-na um problema maior do que já era. 


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Assim, devido a importância e necessidade de avaliar a eficiência de controle de inseticidas químicos de acordo suscetibilidade e os estágios de desenvolvimento biológico da praga, é que pesquisadores da Unesp, Ufpel e Embrapa desenvolveram um estudo, e a partir dele puderam avaliar a performance de inseticidas isolados e combinados no controle de lagartas de S. frugiperda em laboratório. Confira o trabalho completo acessando aqui.



O trabalho foi feito com sementes de milho AG 9045, lagartas usadas para os testes eram de 2º e 5º instar. Os ingredientes ativos testados e suas doses estão dispostos na Tabela 1.

Tabela 1. Ingrediente ativo e dose de inseticidas utilizados na cultura do milho no controle de Spodotera frugiperda

Os resultados apresentam que para contato residual após 72 horas, o tratamento com clofenapir + zeta-cypermetrina teve 100% de eficácia na mortalidade de ambos os instares.

Tabela 2. Eficiência de controle (CE%) de lagartas de Spodotera frugiperda 2º e 5º instar, 72 e 168 horas após o tratamento via contato residual.

Quando aplicado via contato direto 72 horas depois, os tratamentos combinados mostraram uma eficiência acima de 80%. No entanto, para um programa integrado de manejo de pragas, onde foi recomendada a associação de diferentes táticas de controle, o manejo de inseticidas com clofenapir + zeta-cipermetrina foi eficaz com 100% de eficiência de controle em ambos os instares 

Tabela 2. Eficiência de controle (CE%) de lagartas de Spodotera frugiperda 72 e 168 horas após o tratamento via contato direto

O trabalho é de autoria de: Fabrício O. Fernandes¹, Jéssica A. Abreu², Lucas M. Christ² e Ana Paula S. A. Rosa³

1- Department of Plant Protection, Paulista State University “Júlio de Mesquita Filho”, Jaboticabal, Brazil
2- Department of Plant Protection, Federal University of Pelotas, Pelotas, Brazil
3- Department of Entomology, Embrapa Temperate Weather, Pelotas, Brazil 


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